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Archive for October, 2013

PostHeaderIcon FIFA Contra o Futebol

Dia desses eu escrevi um texto falando sobre a importação de atletas para defenderem seleções nacionais. Agora estourou o caso do Diego Costa. E o Alexandre analisou a questão; muito bem. Penso quase igual. O problema não é o Diego Costa, o João ou o Zezinho. Cada um que jogue onde preferir. Se a lei permitir.

O erro grave é na lei. E em quem criou a lei. Isso eu posso e quero criticar. Mas não por afetar, especificamente, o Brasil. Discordo da regra da FIFA, de modo cabal. É uma idiotice. E uma contradição. Não existe justificativa ou explicação que me faça aceitar esse vai e vem de jogadores. O sujeito já jogou por uma seleção (oficial e profissional) e agora vai disputar a Copa por outra seleção. É um erro brutal. Um absurdo!
troféu copa do mundo
Esse tipo de atitude só joga contra o principal produto da FIFA. É um tiro no pé. Tira a única graça de uma competição entre países. Sem isso, qual o interesse em assistir uma Copa do Mundo? Se é assim, melhor esquecer a Copa e ficar só com os torneios entre clubes.

Mas a FIFA não falha apenas nessa questão. Outro dia li uma entrevista do Michel Platini, presidente da UEFA e provável sucessor do Blatter. Pelo menos entre os europeus, o Platini é favorito. Uma de suas principais bandeiras é aumentar o número de participantes nas próximas edições da Copa. Ele defende 40 seleções, divididas em 8 grupos de 5.

O primeiro argumento do Platini é que esse aumento de participantes só acrescentaria 3 dias ao tempo de duração da Copa. O segundo é que só participando da Copa é que esses 8 países poderiam evoluir no futebol.

Pode até ser que o primeiro argumento atenda alguns interesses comerciais. Serão mais jogos, mais partidas na televisão, mais publicidade, mas países assistindo (com envolvimento direto), mais ingressos vendidos, mais cerveja vendida… Se a lógica for essa, bota logo 150 times!

O segundo argumento é o mais imbecil. Dizer que Burkina Faso vai evoluir se jogar as 4 partidas da 1º fase é forçar a barra. Vários países já jogaram a primeira fase e não evoluiram por causa disso. A evolução real é interna, por meio dos clubes e dos campeonatos nacionais. A seleção é consequência. Sem esquecer que todos os países já participam da Copa. As eliminatórias já são parte da competição. Esse argumento vai contra o próprio sistema de classificação.

Também não concordo com a divisão de vagas por continente. Na proposta do Platini a África passaria a ter 7 vagas. 7!!! Qual o cabimento disso? É assim que o futebol africano vai evoluir? De cima pra baixo?? Ora, basta o sr. Platini olhar pras bandas dele. San Marino participa de todas as eliminatórias europeias, e nunca passou de um saco de pancadas. E sempre será assim, um time amador no meio de profissionais. Uma situação ridícula e bizarra.

O fato é que a FIFA se ocupa demais com política e negócios. Tudo coberto com uma grossa calda de sujeira, corrupção, demagogia e despotismo. Se o objetivo desses senhores é afundar o futebol mundial, parabéns. Estão conseguindo estragar o seu principal evento, a Copa.

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PostHeaderIcon E a FIFA?

Diego Costa decidiu jogar pela seleção da Espanha ao invés de atender ao chamado de Felipão para atuar na Seleção Brasileira. Sobre o assunto algumas besteiras foram ditas. O atual presidente da CBF José Maria Marin disse que iria até “as últimas consequências” para tentar reverter a decisão do atleta. Algo que soa como piada pois é evidente que a palavra final é do próprio jogador. diego costa espanha bola parada

Luis Felipe Scolari disse que o atacante do Atlético de Madrid “virou as costas para um sonho de milhões” já em uma clara tentativa de jogar a torcida ainda mais contra o time espanhol, um possível rival do Brasil na Copa do ano que vem. É o caso de se perguntar se todos os brasileiros possuem o sonho de jogar a Copa do Mundo por aqui; talvez alguns tenham sonhos mais simples do que este. Além disso, esse discurso patriota é mais do que exagerado quando falamos de futebol, beira o ridículo. Existem outras formas muito mais nobres de servir a pátria do que apenas calçar uma chuteira. Para completar, Felipão não é a pessoa mais indicada para cobrar nacionalismo de algum jogador, pois é o mesmo que incentivou a naturalização de Deco quando ainda era técnico de Portugal.

Nesse mar de bobagens pouco foi dito de forma desprovida de paixão e desconhecimento. Além do que o Marco já disse em outro texto aqui no blog, com toda a razão, sobre as motivações econômicas dos jogadores em defender outros países, o atual coordenador técnico da Seleção (e funcionário quase eterno da CBF) Carlos Alberto Parreira foi o mais sensato entre os membros da comissão técnica. Disse que a confederação fez de tudo para convocar Diego Costa, mas que a decisão dele é soberana e que deve ser respeitada e o assunto deve ser esquecido por estas bandas. Não sou daqueles que quer desmerecer o atacante (já que muitos fazem isso por despeito e desconhecimento), ainda mais porque ele vem atuando bem no clube espanhol, mas de fato a Seleção Brasileira pode se virar sem sua presença.

O que me chama a atenção é que pouca gente criticou a principal responsável por toda essa confusão: a FIFA. Como bem disse o comentarista da ESPN Brasil Gustavo Hoffman, uma regra que permite que um jogador atue em um amistoso de uma seleção adulta e depois possa mudar de “pátria”, chega a ser bizarra (e não estou sendo nem um pouco ufanista ao usar o termo pátria). Primeiramente, permitir que isso aconteça institucionaliza a bagunça e até mesmo dá a chance de termos seleções de aluguel, que podem usufruir de atletas de maiores centros que já atuam fora de suas nações e ainda não foram convocados por elas. Segundo e mais incrível, a FIFA usa os amistosos como um dos critérios para a formação do seu discutível ranking, mas não os utiliza como base para estabelecer a nacionalidade de um jogador! blatter bola parada

Na verdade esse comportamento da entidade que controla o futebol mundial não chega a surpreender; é a mesma instituição que permite que um país da Oceania (Austrália) jogue as Eliminatórias para a Copa do Mundo no continente asiático! É a mesma que não dá uma vaga direta para a Oceania num torneio mundial de 32 seleções. É a mesma que faz Eliminatórias entre continentes diferentes, causando um desequilíbrio na hora dos confrontos pré-Copa. E é a mesma que institui critérios esdrúxulos na hora de escolher os cabeças-de-chave para o próximo Mundial. Ou seja, a FIFA é um poço de incoerências e equívocos na hora de organizar seu principal torneio.

Portanto ao invés de apenas criticarmos (ou elogiarmos) a atitude do Diego Costa devemos lembrar que a FIFA pensa antes no lucro da realização da Copa e só depois tenta resolver os furos de seus critérios em diferentes aspectos. Está longe de ser a entidade perfeita que muitos querem crer que existe lá na Suíça. Pelo visto muitos dos cartolas de lá tomaram aula com os dirigentes brasileiros – e aprenderam bem a fazer bobagens.

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PostHeaderIcon Promessas da Sub-17

Já vi muita coisa nessa vida de bola e arquibancada (sofá). Não vou perder meu tempo tentando descobrir talentos ou antever o futuro. Deixo isso pras pitonisas do futebol. Mas nem por isso vou deixar de falar sobre a seleção brasileira que está disputando o Mundial Sub-17.
seleção brasileira sub-17
Antes de falar do sub-17 quero lembrar do time que disputou, e ganhou, o último torneio sub-20 de Toulon. Ganhou, é verdade, mas não me convenceu e nem me agradou. Era um time de chutões, correria, marcação e baixíssimo nível técnico. Poucos daqueles rapazes poderiam estar numa lista de promessas do futebol brasileiro. A base, antes de vencer, deve formar bons jogadores. Os títulos são um objetivo secundário.

Mas a seleção sub-17 é bem diferente. Começa por estar treinada e organizada. Não é um bando, como era a sub-20. A defesa é melhor, o meio e o ataque muito melhores. A posse de bola é valorizada, o toque é quase sempre de primeira e com objetividade. Lembra, ligeiramente (é bom avisar), o estilo do Bayern e outros times de ponta.

Outro ponto importante é a qualidade técnica dos jogadores. Praticamente todos de bom nível. Mas o destaque fica para os meias, Nathan e Boschilia, e pro atacante Mosquito. Dá gosto ver esses 3 jogando. Sem euforia ou oba-oba. Sou chato pra elogiar. Mas não posso desprezar as atuações do trio. Estou falando do agora, se eles vão confirmar as expectativas, aí não é comigo. Só depende deles. Mas o “cartão de visita” foi animador.

* * * * *

Deve ter muito técnico preparando o currículo. Não exatamente o currículo, mas botando o empresário pra trabalhar. A razão disso é uma possível dança de cadeiras entre alguns clubes, visando o próximo ano. Acredito que os 4 clubes do Rio devem mudar de técnico. E mais o Corinthians, Santos, Palmeiras e Inter. Isso em tese, e só entre os 12 maiores clubes.

Por outro lado temos 2 medalhões em “férias”, o Abel e o Mano. Eles devem ser visados pelos clubes com disposição de pagar salários mais altos. Depois temos os técnicos que podem mudar de camisa, como o Oswaldo de Oliveira. O Luxemburgo está em baixa, mas seu telefone nunca para de tocar. E ainda existem os técnicos que podem ser boas apostas, como o Cristovão.

O ideal seria que nossos clubes escolhessem seus técnicos de acordo com sua filosofia, método de trabalho e objetivos na temporada. Mas o mais comum é que a escolha se baseie nos relacionamentos pessoais, na disponibilidade ou na grife. E novamente vamos ouvir aqueles chavões: “Fulano é copeiro“, “Esse técnico é agregador“, “Aquele é cascudo” e coisas do tipo. Sempre foi assim e não creio que vá mudar tão cedo.

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PostHeaderIcon Carol Carvalho – TV CAP

Chegou a minha vez de atualizar a seção Musas do Esporte. A escolhida de agora é pouco conhecida do grande público. Talvez só o pessoal do Paraná, ou os espectadores da TV CAP conheçam a Carol Carvalho. Pois eu assisti um pouco da TV CAP e gostei da apresentadora, a Carol. Não encontrei muitas fotos da Carol, mas acho que estas valem a presença. Ou eu estou errado?

Aproveito a ocasião pra publicar uma foto que o Alexandre deixou escapar, da Luciane Escouto. Isso é que é pirata!

luciane escouto

Se tiverem alguma sugestão ou pedido de musa, é só usar os comentários ou nosso formulário de contato. Mas só aceitamos belas indicações.

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PostHeaderIcon Fazendo história (e não é de hoje…)

Rogério Ceni fez uma atuação estupenda na última quarta contra a Universidad Católica do Chile no jogo valendo pela Copa Sul-Americana, em que o São Paulo venceu por 4×3. O time chileno pressionou muito e o capitão Tricolor fez pelo menos 6 defesas difíceis em que mostra ainda estar em grande forma, em que pese a fase ruim que o próprio goleiro viveu neste ano, junto com o próprio time e que só agora parece estar terminando. A atuação se torna ainda mais emblemática porque é possível que seja o último ano da carreira de Rogério como jogador profissional. Não falarei sobre isso hoje, nesse post quero apenas registrar essa partida monumental que aconteceu no Chile, além de lembrar de dois outros momentos do goleiro são-paulino. Preferi não recordar o jogo óbvio, contra o Liverpool na final do Mundial de 2005, pois esse está eternizado na memória até de quem não é torcedor do São Paulo.

Há vinte anos atrás um outro 4×3 emocionante marcou o início de carreira de Ceni. A final da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1993 foi um jogaço entre São Paulo e Corinthians, com a vitória do Tricolor sendo construída de forma emocionante. Rogério falha no terceiro gol corinthiano, mas salva outros gols certos do alvinegro e já mostrava naquela época grandes qualidades como goleiro.

Em 2006, já consagrado como capitão e Campeão Mundial, Rogério fez talvez uma das maiores sequências de intervenções de um goleiro na história. O São Paulo tinha acabado de perder a Libertadores para o Inter de Porto Alegre (inclusive com uma falha dele em um dos gols gaúchos) e o time precisava reagir no Brasileirão. Foi até ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro e perdia o jogo por 2×0 já aos 35 minutos do primeiro tempo. Depois disso, Rogério tomou conta do jogo e deu show…Nesse jogo ele se firmou como o goleiro com mais gols feitos na história do futebol e com o empate o São Paulo arrancou para o título do Brasileiro daquele ano (tive a sorte de estar presente nessa partida).

Para terminar deixo a lembrança recente (e que deve se tornar marcante) da grande atuação do capitão Tricolor no jogo do Chile.

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PostHeaderIcon O país dos “interinos efetivos”

Estamos perto da Copa do Mundo e muitas obras estão atrasadas. Mas para a alegria de muitos brasileiros que gostam de vender a imagem do “jeitinho brasileiro”, algumas “gambiarras” devem ser feitas em várias sedes, tentado ajeitar tudo em cima da hora para o evento. Com essa nossa cultura de improvisação não chega a surpreender o principal expediente usado pelos cartolas para tentar resolver os problemas dos nossos times: demitir o técnico.

Com a implantação do Campeonato Brasileiro de pontos corridos tivemos uma leve impressão de que as trocas constantes de treinador nos nossos clubes diminuiriam. Ledo engano. Qualquer sequência de derrotas faz com que a pressão venha de todos os lados, desde a diretoria até chegar na torcida (esta muitas vezes influenciada pelo comportamento predatório da imprensa que, de modo geral, adora as manchetes de crise em grandes equipes). Normalmente o presidente ou o diretor de futebol dizem que o treinador está “prestigiado” antes que o próximo mal resultado o derrube de vez.

Mas o que tem me chamado a atenção é o fato de termos cada vez mais “interinos efetivos” nos “12 grandes” do país. Atualmente no Santos temos o Claudinei Oliveira, no Flamengo o Jayme de Almeida e no Inter temos o Clemer. Sei que os três possuem experiência nas categorias de base, trabalham algum tempo nos clubes e, mesmo sem grande “cartaz” podem até realizar bons trabalhos. Mas fico espantado ao ver como os clubes procuram quase sempre a solução mais fácil e cômoda. Até porque é quase certo que, caso os três continuem efetivados para o início de 2014, serão ainda mais pressionados se tiverem uma série de maus resultados. O ditado de que “santo de casa não faz milagre” sempre é usado na primeira turbulência.

Um exemplo disso vem até de fora do país. O Chelsea demitiu André Villas-Boas no início de 2012 e colocou Roberto Di Matteo como interino, sem esperar grande coisa além da conquista da Copa da Inglaterra. Porém, quando menos era esperado, o clube londrino conquistou a tão sonhada Uefa Champions League do ano passado. Di Matteo teve ampliado seu período de “experiência”, assinando um vínculo para a temporada seguinte. Porém bastaram algumas derrotas e o italiano foi demitido ainda em 2012, não podendo nem mesmo disputar o Mundial de Clubes da FIFA. jayme de almeida bola parada

Citei o exemplo do Chelsea apenas para reforçar o modelo de administração personalista que temos em alguns clubes europeus e que praticamente é a regra por aqui. Tudo varia conforme tão somente o resultado. Hoje Jayme de Almeida é exaltado com a classificação para a semifinal da Copa do Brasil, mas não creio que faça parte de um “pojeto” de longo prazo do Flamengo, que tinha por meio dos seus diretores e do novo presidente, no início do ano, um discurso bem “modernoso” que na verdade já se mostrou bem próximo de uma falácia.

Penso que quando você contrata ou efetiva um treinador tem de dar tempo para ele trabalhar. A não ser que aconteça um problema pessoal muito forte ou um desempenho muito abaixo do aceitável dentro de campo, entendo que um ano é um tempo razoável para que o profissional possa exercer seu comando e desenvolver alguma ideia de jogo. Entendo que a ciranda de treinadores interessa a praticamente todos no universo futebolístico (imprensa, empresários, treinadores desempregados), mas acho que ela tem de parar, para que possamos viver em um futebol pelo menos um pouco mais livre das “gambiarras” e interinidades. E que as improvisações aconteçam mais dentro de campo, com a criatividade dos jogadores.

(PARA HOMENAGEAR TODOS OS “INTERINOS EFETIVOS”, ME VEM A MENTE O VÍDEO DA APRESENTAÇÃO DO MAIOR DELES, WALDEMAR LEMOS, IRMÃO DE OSWALDO DE OLIVEIRA, QUE VIROU TÉCNICO PRINCIPAL NO FLAMENGO APÓS A SAÍDA DO PRÓPRIO OSWALDO EM 2003. VEJAM A “CALOROSA” RECEPÇÃO DA TORCIDA FLAMENGUISTA…)

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