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Archive for September, 2013

PostHeaderIcon A Copa não é tudo

Faltam 9 meses para a Copa do Mundo do Brasil. Nunca fui favorável à realização do evento por aqui. Não que ache que o Brasil não tenha condições de “cumprir as exigências da FIFA”, mas sim pelo fato de pensar que o nosso país não devia se submeter à elas. É bem evidente que o país tem outras prioridades muito mais urgentes para pensar antes de ficar esbanjando dinheiro com megaeventos, que deveriam ser bancados pela iniciativa privada, mas sempre são custeados com o seu, o meu, o nosso dinheiro.

Estádios existem no país, não havia necessidade de se fazer outros mais apenas para mostrar ao mundo a nossa capacidade de construir arenas muito semelhantes entre si. O tal “legado” para a sociedade em termos de mobilidade urbana, construção e reforma de ruas, estradas e aeroportos, empregos nas cidades sede, etc. deveria existir independentemente da realização de qualquer evento. Fico abismado de ver as pessoas (principalmente os políticos) repetirem isso como um mantra. Usam a Copa para pretexto de fazerem uma ou outra obra para disfarçar a indigência e o pouco caso com que sempre tratam a população de modo geral.

Por isso mesmo não culpo apenas a FIFA pela realização da Copa por essas bandas. Eles não entraram em nosso país com uma arma na cabeça do presidente da república à época do anuncio da sede, em 2007, para realizarem sua “feira do futebol” por aqui. É bom lembrar também que já havia uma inclinação para a realização do torneio por aqui desde o ano 2000, depois da fracassada candidatura para a Copa de 2006, em que o Brasil ficou atrás na votação até mesmo da África do Sul, país que foi “contemplado” com a escolha para 2010. Ou seja, não dá nem para culpar um político específico pelo “esforço” de trazer a Copa para cá; 99% da classe política se calou a respeito disso, em todos os partidos, de todas as vertentes. protestos-copa-bolaparada

Mas o que também me chama a atenção é o fato das pessoas também terem se calado à época da confirmação da realização dos jogos por aqui. Lembro bem do meio de semana em 2007 em que Joseph Blatter abriu o envelope com o “Brazil” escrito por lá. Não lembro de ninguém ter queimado bandeiras da FIFA, ter quebrado vidraças, ou ter ido para a frente do Palácio do Planalto criticar o uso político do esporte para encobrir as mazelas de nossa sociedade. Toda a raiva contida do povo, só foi aparecer quando da realização dos jogos da Copa das Confederações em junho desse ano. Claro que a raiva não era apenas pela vinda do “circo Blatteriano” para cá, mas esse fato foi usado como pretexto para muita coisa.

Lembro de tudo isso pois estamos próximos à realização da Copa e penso que, a não ser que tenhamos uma melhora muito improvável em todos os serviços para a nossa população, muito provavelmente teremos 64 protestos próximos aos estádios onde serão realizados os 64 jogos da competição. Eu, se fosse a FIFA, estaria preocupado em não apenas contabilizar o lucro do evento, mas também com o que pode acontecer perto às novíssimas “arenas”. Eu, se fosse político, pensaria muito em garantir a segurança de quem vai aos jogos. Também pensaria até mesmo em rever a realização do torneio por aqui, mas acho que isso é quase uma utopia.

Deixo bem claro que sou TOTALMENTE favorável às manifestações cobrando melhorias nos serviços públicos, contra a corrupção de nossos políticos (ainda que não possamos esquecer que fomos nós mesmos que elegemos a maioria deles), e para outros fatores que possam melhorar a vida de todos de um modo geral. Também não sou contra alguém não querer a Copa por aqui e até mesmo protestar contra ela. O que não acho correto é muitos usarem os eventos para fazer bagunça tão somente para poder chamar mais a atenção, e pensar que apenas fazer barulho na frente dos estádios vai fazer com que as coisas melhorem por si só. Deveríamos ter pensado em gritar antes de fazer festa para o evento da FIFA. Agora, tentar prejudicar quem apenas quer ir ver os jogos, não vai definir tanto quanto poderia definir os futuros de nosso país.

A Copa do Mundo pode ser uma porta de entrada para uma tomada de consciência da pessoas, mas não pode ser apenas um fim em si mesmo para os protestos, onde muitos vão apenas para aparecer e causar tumulto, aproveitando-se da situação. Os políticos nos prejudicam não apenas na construção de estádios, mas também na falta de construções de escolas, hospitais, na falta de transporte público decente…O protesto não pode ser apenas pela Copa e por toda a repercussão internacional que ela causa e sim pelo nosso dia a dia.

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PostHeaderIcon Entreguem a Taça

Posso errar feio, mas o Campeonato Brasileiro já acabou. Podem entregar a taça pra Raposa. É o líder absoluto, com 11 pontos de vantagem pro 2º colocado. E é o único time jogando um futebol de qualidade. Então chega.

Alguém pode dizer que desastres acontecem, que um dos times do G4 pode atropelar. Não acredito. Nenhum deles, Grêmio, Botafogo e CAP, vem fazendo papel de campeão. Não merecem, nem se ocorresse uma hecatombe. O Grêmio, e seu futebol pragmático, não convence nem o torcedor mais fanático. O Botafogo está pagando pela falta de planejamento, os erros da administração e o desmonte do elenco. Se conseguir uma vaga na Libertadores já é lucro. O Atlético Paranaense, apesar da eficiência tática, não tem valores individuais que o qualifiquem para rivalizar com o Cruzeiro.

O Galo é vítima desse “maldito título” da Libertadores. A torcida pode ter adorado; e adorou. Mas o clube perdeu uma ótima chance de conquistar um Brasileirão. E não sei quando terá outra oportunidade. O castigo do Atlético Mineiro virá no Mundial de Clubes. Vou torcer contra, assim como fiz com o Inter, Santos e Corinthians. E vou continuar torcendo contra, até que o clube vencedor da Libertadores aprenda a respeitar e valorizar o Campeonato Brasileiro. Não é algo pessoal, é coletivo.
técnico tite
Não vi o jogo entre Portuguesa e Corinthians; só alguns lances e os gols. Mas a goleada sofrida pelo Timão é um sinal claro. Existe um problema sério, tanto individual quanto no esquema. O estilo de “futebol de baixo risco” não funciona mais. As lesões e a ausência do Paulinho também afetaram o time. E ainda vejo o aspecto psicológico, um desânimo coletivo. Nem tudo é responsabilidade do Tite. Ainda que a saída dele seja previsível (durante esta semana). Até pelo contrato, que termina ao final do ano. Mas não creio que a simples troca de técnico vá consertar o problema.

O Internacional é outra decepção, das grandes. A direção tem culpa, contratou demais pro ataque e esqueceu da defesa. O Dunga também é responsável por um esquema sem variações, excesso de bolas levantadas e por escalações e trocas erradas. O time ficou dependente dos lampejos do D’Alessandro. E isso é muito pouco. Ainda mais com o investimento e a folha salarial do clube. Só não sei até onde a falta do Beira-Rio afeta o desempenho do Colorado. Não deveria ser pra tanto.

Resta a briga na parte inferior da tabela. Os resultados dessa rodada foram surpreendentes. A histórica (sim) vitória da Ponte no Maracanã, a goleada da Lusa e o Vitória batendo o CAP, são exemplos concretos. Muita coisa pode mudar. É o que resta no BR13.

* * * * *

Não gosto do Heber Roberto Lopes, por N motivos. Mas levei um susto ao ver o árbitro concedendo uma entrevista ao André Plihal, da ESPN, após o jogo entre São Paulo e Grêmio. Não lembro de outro juiz tentando explicar os erros, após o jogo. Mas acho que eles devem se pronunciar também. Até pra explicar o que apitaram.

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PostHeaderIcon O outro lado da Seleção

Se na última atualização do “Nostalgia Futebol Clube”, mostrei um grande momento da Seleção Brasileira, dessa vez vou lembrar um grande fiasco. Em 1990 já se imaginava que o Brasil teria dificuldades na Copa do Mundo da Itália. O time (mal) treinado por Sebastião Lazaroni tinha fechado bem o ano de 1989 depois do título da Copa América, mas nos amistosos pré-Copa já tinha mostrado problemas como falta de criatividade no meio campo e uma certa insegurança defensiva, mesmo com o time atuando com 3 zagueiros com o tão falado líbero, motivo de muitas discussões à época.

E poucos dias antes do torneio maior do futebol, as desconfianças se tornaram ainda maiores. O Brasil resolveu fazer um “jogo-treino” contra um combinado de jogadores de times da terceira e da quarta divisões da Itália, localizados na região da Umbria. Como a FIFA não permitia na época jogos amistosos no país sede da Copa, o Brasil jogou com uniforme de treino e, talvez por isso, esqueceu o futebol em algum canto do vestiário.

O jogo acaba por não ser uma partida oficial, mas na época foi tratado como um amistoso da Seleção. Ele foi transmitido num meio de semana à tarde pela Globo, Bandeirantes, SBT e também pela já encerrada TV Manchete, emissoras que viriam a transmitir a Copa. Lembro que estava na escola e não pude ver a partida. Mesmo depois de saber o resultado, queria ter visto a peleja, para presenciar esse momento histórico. Vejam abaixo uma reportagem da Globo sobre esse vexame.

28/5/1990
BRASIL 0 X COMBINADO DA UMBRIA 1
Gol: Edoardo Artísitico

Brasil: Taffarel; Jorginho, Mozer, Mauro Galvão, Ricardo Gomes (Ricardo Rocha); Branco (Mazinho), Alemão, Dunga (Silas), Valdo (Bismarck); Careca (Romário) e Muller (Bebeto). Técnico: Sebastião Lazaroni

Combinado da Umbria: Vinci (Riommi); Rossi, Altobelli, Forte (Capelli), Scianimaco (Taccola); Del Piano, Luiu, Valentino; Artistico (Guinchi), Borrelo (Di Mateo), Corsella (Eritreu). Técnico: Claudio Tobia

(AGRADEÇO AO BLOG FERAS MEIA BOCA PELA LEMBRANÇA DA ESCALAÇÃO – http://ferasmeiaboca.wordpress.com)

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PostHeaderIcon Chega de transmissões irritantes!

Cada vez está mais chato e difícil ver futebol na televisão. As transmissões, na grande maioria das vezes, se dividem entre as regionalistas e as ufanistas. As regionalistas são aquelas em que claramente existe uma torcida ou preferência por algum time ou estado. Normalmente sempre lembramos das transmissões da Globo ou da Bandeirantes, sendo uma para São Paulo e outra para o Rio de Janeiro. São feitas para agradar quem reside nesses locais. Mas não penso que elas existem apenas pelo “eixo Rio-SP”. Se as televisões fossem sediadas em Manaus e Belém, muitos reclamariam de termos o “eixo Amazonas-Pará”. Ou seja, o problema não é de localidade, e sim econômico. Tem mais espaço quem tem mais dinheiro. canais-transmissão-bolaparada

As transmissões ufanistas não “respeitam” localidade, o que vale é o Brasil-il-il! , acima de qualquer coisa. Não respeitam a inteligência de quem está assistindo e tentam empurrar garganta abaixo das pessoas que apenas os brasileirinhos lutam, são sofridos e, quando não ganham, na maioria das vezes, são porque foram prejudicados por alguém.

Mas nos últimos tempos, pelo menos para mim, nada tem me irritado mais do que uma mania incrivelmente irritante que todas as TVs tem teimado em fazer: tentar ganhar uns pontinhos a mais de ibope e, além disso, concorrer com a internet e achar que o torcedor de um time, enquanto vê o jogo de sua equipe, está louco para saber do jogo do adversário ou de outra equipe qualquer. É um tal de “bolinha na tela”, “tem gol” e outras expressões que fazem com que aconteça um corte na transmissão do jogo principal, para que tenhamos de suportar várias interrupções muito chatas. foxsports1

Só que nessa quinta (26/9) o FOX Sports (que normalmente já tem transmissões bem chatas, mas vou me aprofundar nisso em outra ocasião…) se superou nessa imbecilidade de tentar agradar a gregos e troianos e só conseguir desagradar a todos. Ainda não aconteceu a estreia do Fox Sports 2, mas o grupo FOX normalmente abre espaço no canal de filmes FX para a transmissão de algum jogo simultâneo. Pois bem, os “jênios” da emissora não colocaram o jogo Nacional de Medelín x Bahia como opção para a transmissão no FX, deixando os torcedores do Tricolor baiano sem a chance de ver o jogo do seu time ao vivo. Para piorar a situação, encheu a transmissão do jogo entre São Paulo x Universidad Católica, com imagens do jogo da Colômbia, atrapalhando quem queria ver a partida do time de Muricy Ramalho. Poucas vezes vi uma decisão tão idiota como essa.

Deixo um recado para as TVs (todas que transmitem futebol): QUEM TORCE DE VERDADE PARA UM TIME, QUER VER O JOGO DO SEU TIME! No intervalo, depois do jogo, tudo bem informar os outros resultados, mas interromper uma transmissão DURANTE a partida por tantas vezes, é algo que só prejudica quem quer ver o jogo principal e não ajuda quem quer ver a outra partida, pois quem torce mesmo, não fica esperando “bolinha na tela” ou migalhas de algumas imagens para saber o que está acontecendo. Não pensem numa audiência burra, pensem em fazer a melhor transmissão possível para um jogo apenas, já está mais do que suficiente.

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PostHeaderIcon Momentos e Sensacionalismo

Ontem de noite assisti a notícia da demissão do técnico do Coritiba, Marquinhos Santos. E a reportagem foi ilustrada com o gol do time colombiano, Itagui. O zagueirão do Coxa deu de canela, entregou pro adversário, que fez o gol da vitória. E aí tome demitir o técnico. A mesma solução de sempre.

Não sou advogado de técnico algum. Na verdade sou crítico da maioria deles. Só não posso aceitar esse tipo de atitude. Tá cheio de jogador fazendo bobagem, atacante perdendo gols, goleiro engolindo frangos, outros sendo expulsos infantilmente… E a derrota sempre sobra pro “professor”. No caso do Coritiba, assim como em muitos outros, a justificativa foi dar um “choque” no elenco. Ouvi a entrevista do presidente do clube e ele usou exatamente essa palavra, choque. Só espero que o Coxa não venha a contratar um eletricista pro lugar do Marquinhos Santos.

O comportamento da maioria dos dirigentes de clubes segue uma linha de raciocínio que está se espalhando no nosso futebol. Agora tudo é “momento”. Prestem atenção na imprensa esportiva e contem quantas vezes dirão frases como:
O Santos tá num bom momento;
O Cuca tá num momento ruim;
O Barcos passa um momento complicado.

Ora, desde quando isso é análise? Todo mundo passa por momentos bons e ruins. Já ouviram alguém dizer que tal médico está num momento bom, ou que certo engenheiro vive um momento ruim? Só vejo isso no futebol. Uma bobagem que não explica nada. Uma explicação simplista e superficial, típica de quem não quer (ou sabe) dizer mais nada. Momento é só um momento. Até no curso de uma partida os momentos bons e ruins se invertem.

Quando se analisa o momento, se perde a noção geral, o início, meio e fim. Corre-se o risco de fotografar um momento, e confundir ele com a realidade. Usar o momento para julgar um trabalho inteiro é um erro brutal. Assim como jogar os erros de 11, ou mais, jogadores, nas costas do técnico. Ele não chuta e nem defende. Não merece receber os elogios quando o craque marca 4 gols e decide a partida; nem quando um zagueiro falha e o time perde. Mas isso é o que mais acontece.

* * * * *

Dia desses, no Tevezona, falei sobre um certo jornalista falastrão e fanfarrão. A versão esportiva da Fabíola Reipert. O motivo daquele meu comentário foi a entrevista com o Richarlyson (e Alecsandro), veiculada no programa do jornalista. Todo o foco da entrevista foi voltado para a sexualidade do jogador. Mas o senhor Kajuru usou a máscara de defensor da “classe” e aproveitou a oportunidade para criticar rivais da mídia esportiva. Alguns podem ter acreditado na farsa. Mas…

Mas ontem o senhor Kajuru voltou a explorar o tema. Novamente de maneira sensacionalista, buscando repercussão e audiência. Assistam seu “polêmico” depoimento: AQUI

Agora prestem atenção no ponto crucial. Sabem quando ele realizou essa entrevista com o Raí?? Faz 1 ano!! Eis a entrevista completa no Youtube: AQUI

Esse é o jornalista autêntico e destemido, segundo suas próprias palavras. Um sujeito que busca polêmicas idiotas e abusa do sensacionalismo mais rasteiro. Mesmo que precise recuperar entrevista de mais de 1 ano.

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PostHeaderIcon Ainda sobre o calendário (e sobre alguns exageros…)

Volto ao tema do calendário do futebol brasileiro. Depois de cobrar a participação dos clubes no processo de tentativa de mudança (fato que ainda não ocorreu) vimos os jogadores, que normalmente se omitem nesses momentos de discussão, aparecerem e dar a cara para bater. Um grupo de 75 atletas resolveu protestar contra o calendário de 2014 com uma nota oficial na qual questionam o curto intervalo dos jogos e principalmente da pré-temporada, o que prejudicaria o nível técnico das competições e a integridade física dos jogadores. alex-coritiba1-bolaparada

Acho louvável toda e qualquer iniciativa que possa causar discussão e impacto e que seja algo que veja todos os lados da questão, procurando o melhor para todos os envolvidos. Espero que os jogadores, encabeçados pelo meia Alex do Coritba, continuem discutindo e cheguem a uma solução que ajude na melhoria das fórmulas de disputa dos nossos campeonatos.

Acho somente que, muitas vezes, na ânsia de querer criticar tudo que está aí, algumas pessoas cometem julgamentos exagerados e distorcidos pelos resultados dentro de campo, usando o calendário como desculpa, para o bem ou para o mal, esquecendo do básico do futebol, que é a qualidade de quem o pratica. Estamos vendo dois casos bem evidentes agora, tanto no desempenho dos clubes mineiros, quanto na subida vertiginosa de rendimento do Atlético/PR.

No caso dos mineiros, muitos dizem que a “fórmula mais enxuta do torneio estadual” faz com que os times de Minas estejam bem nessa temporada, principalmente no aspecto físico. Evidente que a fórmula de 15 datas que perdura a algum tempo no campeonato das Alterosas, ajuda numa preparação melhor para a temporada, mas é bom lembrar que em 2011 os 3 times mineiros que disputaram a Série A brigaram para não serem rebaixados (sendo que o América não conseguiu escapar). Ou seja, a fórmula curta do estadual não garante bom desempenho no Brasileiro, caso os clubes não montem bons elencos. paulobaier-cap2-bolaparada

Agora a moda é elogiar o “planejamento” e a “coragem” do Atlético/PR que jogou o campeonato paranaense todo com reservas e juniores, para excursionar com o time principal. Penso que poupar o time por algum tempo no estadual é válido, você pode rodar seu elenco, mas é preciso lembrar que o motivo principal que fez com que o CAP tomasse essa atitude foi uma discordância com a Rede Globo sobre os valores dos direitos de transmissão para o estadual. Será que se a emissora pagasse o que o clube queria desde o começo, essa “coragem” seria mantida? Tenho dúvidas…

Além disso, o planejamento do time paranaense não pode ser tão elogiado assim. Como um time que pensou em tudo de forma tão meticulosa, demite seu técnico (Ricardo Drubscky) depois de apenas seis rodadas do Brasileiro e após a parada para a Copa das Confederações, quando poderia ter feito isso durante a paralisação do torneio? O caso do time paranaense parece ser daqueles de que um time razoável, consegue “dar liga” durante um campeonato, sem que tenhamos a certeza, pelo menos por enquanto, de que é um time que pode almejar vôos mais altos.

Discutir e pensar em melhorar o calendário é importante para o crescimento do nosso futebol, mas usá-lo como a salvação de todos os problemas e atribuir à ele méritos que ele não pode garantir é desviar do verdadeiro intuito do debate e isso é péssimo para o futuro do esporte.

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