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Archive for August, 2013

PostHeaderIcon A hora da temporada européia

Vai começar em setembro a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, com a entrada das maiores potências do continente. Sem dúvida é o melhor e mais bem feito campeonato de clubes do mundo, até porque a concorrente “similar” nas Américas, a Libertadores, fica devendo em muitos aspectos, começando no aspecto de promoção, mas isso é assunto para outro post.

Evidentemente nem todos os times que jogam ali são de primeiríssima linha, mas penso que todo certame tem de contrabalançar agremiações poderosas com equipes mais fracas. Por isso mesmo, em que pese o componente político da medida, penso ser correta a divisão de clubes na última fase eliminatória, pensada na gestão do atual presidente da UEFA Michel Platini, colocando os campeões de países de menor tradição para se enfrentarem, fazendo com que os terceiros e quartos colocados de países maiores duelem entre si, mantendo a essência do nome do torneio, com a presença de mais campeões nacionais na fase mais aguda da disputa.UEFAlogo

Mas mesmo um torneio tão reconhecido tem um erro grande, que é o calendário que leva até à final, que nessa temporada 2013/2014 será disputada em Lisboa, Portugal. A decisão será no dia 24 de maio de 2014. apenas a 19 dias do começo da Copa do Mundo do Brasil. Não sou daqueles que acha que a Copa é o evento soberano no mundo do futebol; os clubes hoje em dia, na maioria das vezes, conseguem produzir melhor futebol do que a maioria das Seleções. A Copa virou um grande evento que, no meio de várias “fan fests”, tem um ou outro jogo um pouco melhor. Mas reconheço a magia de uma ocasião esperada a cada 4 anos até por pessoas que não gostam ou não acompanham tanto futebol, por isso penso que as Seleções no pré-Copa poderiam ter ao menos 1 mês de preparação, para tentar garantir um melhor nível aos jogos. Em relação à Liga dos Campeões, ela poderia ter o descanso de janeiro/fevereiro um pouco encurtado e fazer com que a final não fosse obrigatoriamente no final de maio.

De toda maneira, o campeonato europeu é uma ocasião especial para quem gosta de futebol e já tivemos uma mostra na disputa da Supercopa entre Bayern de Munique e Chelsea. O time alemão ainda deixa muitos espaços na defesa, principalmente por ter jogado sem o volante Schweinsteiger e com a opção de Guardiola de jogar com uma dupla de volantes diferente à frente da área (Kross e o improvisado Lahn). Mas tendo mais a bola e com boa atuação de Ribery não merecia perder a partida, ainda mais pela pressão que fez durante a prorrogação, fazendo o goleiro Cech do Chelsea trabalhar bastante. O time inglês, agora com a volta do José Mourinho, mostra-se perigoso, com muitos jovens e terá ainda a presença do meia brasileiro William e do grande centroavante Samuel Eto’o, vindos do Anzhi da Rússia, montando assim um grande elenco. O jogo foi muito bom e a emoção dos pênaltis dá uma boa expectativa para a temporada europeia que está começando.

Abaixo darei alguns palpites sobre quem avança às oitavas de final nos grupos que foram sorteados quinta-feira (29/8). Uma análise mais completa será publicada próxima à primeira rodada, que será realizada a partir de 17 de setembro. Podem cobrar o editor, caso os palpites sejam errados…

GRUPO A: Passam Manchester United e Shakthar (pela ordem), com Real Sociedad na Liga Europa (outro time do grupo é o Bayer Leverkusen).

GRUPO B: Classificam-se Real Madrid e Juventus, com Galatasaray na Liga Europa (outro time do grupo é o Copenhaguen).

GRUPO C: Passam Paris Saint Germain e Benfica, com Olympiacos na Liga Europa (outro time do grupo é o Anderlecht).

GRUPO D: Bayern de Munique e Manchester City avançam e o CSKA fica na Liga Europa (complementa a chave o Viktoria Pilsen).

GRUPO E: Chelsea e Schalke 04 se classificam e o Basel vai à Liga Europa (outro time da chave é o Steua Bucareste).

GRUPO F: Passam Napoli e Borussia Dortmund, com o Arsenal caindo para a Liga Europa (Olympique de Marselha fecha o grupo).

GRUPO G: Atlético de Madrid e Zenit avançam e o Porto fica na Liga Europa (completa a chave o Austria Viena).

GRUPO H: Barcelona e Milan confirmam a vaga com o Ajax na Liga Europa (Celtic também participa do grupo).

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PostHeaderIcon O Cuca Pragmático

Eu queria falar sobre o Atlético desde o começo do ano. Mas o Bola Parada não existia, então ficava só no papo com os amigos. Agora posso analisar um pouco do futebol do Galo. E, antes de qualquer coisa, quero que relembrem os 2 gols do Atlético contra o Botafogo, na quarta, pelo jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil. Feito? Então vamos ao bola & campo.
escudo atlético mineiroO primeiro ponto é separar o Atlético de antes do Cuca e depois dele. Começando pelo elenco, muito melhor que aquele que lutava para não cair (como em 2011). O time se reforçou bastante, é inegável. Até mesmo o Ronaldinho Gaúcho se encaixou no esquema do Cuca. Mas o Ronaldinho é só um ponto, acho mais importante tratar do esquema utilizado pelo Cuca.
Muitos lembram do estilo de jogo dos times que o Cuca dirigiu anteriormente. Um jogo bonito, ofensivo, envolvente. Mas o resultado prático era ficar pelo caminho. Tanto que o técnico passou a ser estigmatizado como “azarado”. Não gosto disso, a sorte pode ter alguma influencia, mas só até a página dois.
O Cuca de hoje continua optando pelo futebol ofensivo. Mas ele também usa o estilo Muricy. A bola parada e os lançamentos longos são a marca do Cuca 2013. É claro que isso funciona. Basta ver o histórico de vários times, ao longo do Brasileirão. Mesmo esse Galo de hoje, durante a Libertadores. Deu certo, em vários jogos.
Essa estratégia de jogo é adequada quando o time conta com um jogador como o Jô, que consegue jogar de costas, dominar, ou fazer o pivô. Em outros momentos o Atlético usa o Ronaldinho centralizado, bem no círculo do meio campo, para receber essas bolas da zaga e iniciar os contra ataques. Nada contra, especialmente se funciona.
A minha reclamação é quando isso se torna a única jogada do time. É um erro. Por mais que o Réver ou o lateral possam esticar uma bola na ligação direta. Em muitos momentos a bola pelo chão é a melhor opção. Foi o caso do jogo contra o BFR, na quarta. Vejam os gols do Atlético e reparem: jogadas pela ponta, em velocidade, e cruzamentos rasteiros. Ali era o mapa da mina. E fico pensando em qual seria o resultado do jogo se o Atlético tivesse usado mais as laterais.
A bola parada e os cruzamentos altos fazem parte do futebol pragmático. E funcionam bem, especialmente contra defensores que marcam a bola. Como existem centenas de zagueiros marcando a bola, o resultado é ainda maior. Mas é bom ter variações. Talvez uns 50% do Cuca antigo, com 50% do Muricy tradicional.

* * * * *

O atual time do Palmeiras é bem melhor que o do ano passado. E ainda pode evoluir. Mas a imprensa esportiva anda exagerando na avaliação. Uma coisa é jogar a Série B, outra é pegar os times da elite ou da Libertadores. A eliminação da Copa do Brasil, contra o CAP, não deveria servir pra criar uma crise no Palmeiras. Não é pra tanto. É apenas um aviso. O time melhorou, mas ainda está longe dos tradicionais rivais. E o trabalho do Gilson Kleina não deve ser julgado por uma única partida.

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PostHeaderIcon Esporte e política

Nos últimos dias tivemos duas entrevistas relevantes com políticos que ocupam cargos importantes e ligados diretamente com a organização de grandes eventos esportivos no Brasil. Não vou me alongar muito sobre o tão falado legado para as Olimpíadas de 2016, ainda que o “modus operandi” de realização deste evento seja bem semelhante ao que é feito para a Copa do Mundo de 2014, da qual vou tratar mais diretamente.

Primeiramente no programa “Juca Entrevista” na ESPN Brasil, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes parecia um oposicionista raivoso ao dizer que a FIFA “não se preocupa com legado para a cidade, apenas com estádios”, no que tange à organização do Mundial do ano que vem. Com essa declaração, podemos dizer que o nobre alcaide “descobriu a pólvora”. Todo mundo sabe disso, é algo bem evidente. A “nobre” FIFA se preocupa em registrar seu nome junto à qualquer coisa que lembre o evento, se preocupa com a sigla “Fair Play” antes dos jogos, com o show, as câmeras, com as arenas e principalmente com o lucro. Até aí não estou dizendo nenhuma novidade. Só que o Brasil, quando se dispôs a realizar o evento, também sabia disso e prometeu mundos e fundos em termos de infra-estrutura para realizar a Copa. Como bem vemos nas cidades em que os jogos serão realizados, pouco ou quase nada foi feito para que o tal “legado” para a população exista de fato e, convenhamos, não é a FIFA a principal responsável mesmo por isso; os governantes é que têm a obrigação de fornecer saúde, educação, mobilidade urbana, etc. independentemente da realização da Copa ou de qualquer outro evento.esporteepolítica

Ontem tivemos o Ministro do Esporte Aldo Rebelo participando do “Bola da Vez”, também da ESPN Brasil. Aldo, para quem não sabe, foi presidente da CPI da CBF/Nike no começo dos anos 2000. Nem acho aquela CPI a coisa mais importante da história da política, pois ela foi criada meio que no embalo da perda da Copa de 1998. Se o Brasil tivesse ganho da França, muito provavelmente não teríamos de ter visto um deputado (confesso não me lembrar quem foi) perguntar para o Ronaldo “Fenômeno”, quem tinha de marcar o Zidane naqueles escanteios. Mas inegavelmente foi um movimento de investigação interessante e que causou uma consciência crítica em relação ao presidente da CBF na época, Ricardo Teixeira e sobre a cartolagem em geral.

Hoje em dia Aldo Rebelo parece mais um robô, alguém programado para defender os eventos que virão por aí, inclusive na parte dos absurdos que acontecerão neles, inclusive em relação aos gastos exorbitantes (palavra que ele mesmo usou) nos estádios. Quando perguntado sobre isso, ele disse que em alguns estádios aconteceram erros nos projetos e não foram somados os preços dos entornos das novas arenas; com isso os gastos explodiram, mas para o ministro isso é algo perfeitamente natural. Para mim isso é incitar o erro em todo e qualquer projeto arquitetônico feito no Brasil; se for gasto mais com isso, é acidente, mas um acidente totalmente esperado (um pouco como aquele prédio que caiu ontem em São Paulo, que não tinha alvará. Se acontecerem mortes, são apenas “cálculos não contabilizados”).

Na verdade talvez não devemos nos surpreender tanto com essas declarações . Paes e Aldo são políticos e essencialmente, fazem apenas política. “Apertado” pela recente onda de manifestações que começou em Junho e persiste principalmente no Rio de Janeiro, o prefeito tenta ter uma imagem mais simpática junto à população, se mostrando um pouco “irritado” frente à FIFA, algo que pega bem com boa parcela dos manifestantes. Já o Ministro, tenta se equilibrar em duas canoas: a da imagem cada vez mais apagada de seu passado crítico, junto com a atual, ligada a todo tipo de cartola que normalmente não preza muito pela condição de honestidade.

O que não muda nos dois casos é o fato que vivemos em um país rico, mas que, na ânsia de favorecer a poucos, usa muito mal seus recursos, inclusive em momentos em que poderiam significar pontos de mudança no jeito de fazer política esportiva. Pelo visto, com os representantes que temos, continuaremos a ver apenas o esporte ser usado como massa de manobra, para que tudo permaneça como está.

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PostHeaderIcon Vitinho e os Negociantes da Bola

Eu não gosto de chamar os negociantes do futebol de empresários. É quase uma ofensa aos verdadeiros empresários. Também não gosto da palavra “agente”. Um agente deveria cuidar da imagem e da carreira do seu representado. Os negociantes, atravessadores, não fazem nada disso. Se preocupam unicamente em receber sua comissão e lucrar bastante comprando fatias de jovens jogadores.
Mas não pensem que sou contra quem ganha dinheiro no esporte. O esporte é um grande negócio, onde muitos ganham. Desde o garoto da base, recebendo “ajuda de custo”, passando pelos profissionais, empresas de material esportivo, emissoras de TV, prestadores de serviço, etc… A questão é como o empresário se insere no meio. O que vemos aqui é uma atuação que lembra os traficantes de escravos. Ainda que os “escravos” boleiros recebam salários altíssimos. O modus operandi é bem semelhante; por isso faço a analogia.
jogadores x empresários O futebol brasileiro é tradicional exportador de pé-de-obra. E continuará sendo, por muito tempo. Mesmo com o recente, e relativo, enriquecimento de nossos maiores clubes. O desnível, em comparação com os países mais ricos, continua alto. E é agravado pela péssima gestão de vários clubes daqui. Não somente a má gestão, creio que a presença de tantos empresários e investidores propicia arranjos e acordos ilegais e desonestos. Eu diria que isso é quase proposital. Conveniente.
No último ano tivemos diversos negócios envolvendo craques brasileiros. Oscar, Lucas, Fred, W. Nem, Fernando, Bernard, Paulinho e, ontem, o Vitinho. O caso do Lucas foi uma exceção, bem vendido e gerando uma receita importante ao São Paulo. O Paulinho, que já teve uma passagem infeliz pela Europa, também está fora do contexto. Ele escolheu o momento e o clube que desejava. A regra, quase geral, é empurrar esses jovens para qualquer clube, o primeiro que oferecer alguns milhões de Euros. Quase sempre clubes do “mundo russo”. Essa opção só se justifica pelo lado financeiro, principalmente dos “empresários”, que não viverão num país distante, gelado, com língua e cultura totalmente diferentes. Sem falar no prejuízo profissional (esportivo) que representa passar 4 ou 5 anos na terra do Dostoievski. O Vágner Love sabe bem como é bom jogar por lá.
O caso do Vitinho é emblemático. Um garoto da favela, talentoso e com muito potencial pra desenvolver, viu-se diante de uma oferta milionária, solução para si e sua família. Os empresários do jovem talentoso viram a possibilidade de lucro imediato. Ninguém imaginou o Vitinho jogando mais 2 anos no Botafogo, passando pela seleção sub-20, ganhando títulos, amadurecendo um pouco. Talvez até sendo testado pela seleção principal, como ocorreu com o Bernard. E aí, quem sabe, indo jogar na Juventus, M. United ou Borussia. Valendo o triplo dos 10 milhões de Euros que o CSKA pagou. Atravessador pensa no hoje, agente pensa no futuro.
Ao Botafogo fica a dolorosa lição de que a multa rescisória não é um detalhe contratual. E isso vale para todos os demais clubes, ávidos por vender jovens talentos e tapar o buraco com veteranos em final de carreira (com salários altíssimos). O BFR também deve entender que pouco adianta montar um time e vê-lo derreter ao longo do ano, igual picolé na praia. Sem administração e planejamento o clube nunca subirá o degrau que o PVC tanto fala. A bola pune, a má gestão pune mais ainda.

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PostHeaderIcon Meus Favoritos

Existe uma máxima do futebol que diz: Time ganha jogos, elenco ganha campeonatos. E isso é bem verdadeiro. Um time médio, ou limitado, pode ganhar um torneio curto, no estilo mata-mata. Mas num campeonato como o Brasileiro, com 38 rodadas, a estória é outra. Exemplo perfeito disso é o Palmeiras do ano passado, campeão da Copa do Brasil e rebaixado no BR12.
clubes do BrasilAcho que essa máxima vai prevalecer no BR13. O Coritiba foi a primeira vítima da falta de elenco. É muito dependente do Alex Cabeção. É o único diferenciado no elenco. Outro clube que deve sentir esse problema é o Botafogo. Os 11 titulares são de bom nível, mas faltam opções no banco. Creio que a luta vai ser somente por uma vaga na Libertadores.
Dos clubes que contam com um elenco mais recheado, alguns vivem momentos complicados, como o Fluminense e o Atlético. O Galo vive o “drama” de quem ganha a Libertadores, perde o foco e depois se fixa no Mundial de Clubes. Não gosto disso; mas é o que acontece. O tricolor carioca confiou demais em algumas individualidades. E errou nessa avaliação.
O Corinthians é uma das minhas apostas. Ou seria, não sei mais. O time não jogou um futebol de encher os olhos, nem quando ganhou o BR, Libertadores e Mundial. Mas era um futebol aplicado e pragmático. Neste ano está pra lá de apático. Morno. Mas ainda pode acordar e brigar pelo título.
O Inter é daqueles bonitos no papel, apesar de não gostar nada da defesa. Do meio pra frente as opções são muitas e de qualidade. O problema do Inter é o mesmo dos últimos anos, perder pontos bobos em casa. O jogo de ontem, contra o Goiás, ilustra meus receios, o time levou 3 gols e arrancou o empate nos instantes finais. 2 pontos perdidos. Quem deseja o título não pode dar esses vacilos.
O tricolor gaúcho é outro com elenco rico. Mas não me convence. Não sei nem o motivo exato. Sempre fico achando que falta alguma coisa. Mas não posso descartar o Grêmio.
A Raposa não é líder por acaso. Isso pode acontecer nas primeiras rodadas, mas a casualidade não dura até a metade do campeonato. O Cruzeiro é candidatíssimo ao título. Inclusive ao da Copa do Brasil. Vem jogando bem, convencendo. O banco do Cruzeiro, que não é o do Marcelo Ricardo Guimarães, pode fazer a diferença.

* * * * *

O ponto negativo da rodada foi a briga envolvendo corintianos e vascainos em Brasília. Não vou me alongar nesse assunto cansativo e irritante. Ainda mais que ele é recorrente. Eu só quero saber quando esses bandidos, disfarçados de torcedores, serão punidos de fato. Se continuar essa moleza, toda semana teremos uma ocorrência parecida pra comentar.

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PostHeaderIcon A situação do São Paulo

O São Paulo vive uma situação praticamente inédita em sua história, que é brigar na parte de baixo da tabela em um Campeonato Brasileiro. É tentador dizer que, “pelo elenco que possui, o time vai dessa”, bordão sempre repetido quando um clube grande fica nessa posição da classificação. Ainda que isso possa vir a acontecer será um longo caminho, pois mesmo nivelado por baixo em vários momentos, o Brasileirão tem seu grau de dificuldade aumentado para alguém que quer sair da degola. Para tentar entender o que se passa, vou falar mais sobre o time dentro de campo, apesar de que claramente a diretoria Tricolor, comandada por Juvenal Juvêncio, que obteve um imoral terceiro mandato em 2011 com a mudança do estatuto do clube, é a responsável pela montagem do time e pela sua desestabilização. Mesmo que possamos considerar o elenco paulista superior a pelo menos metade dos times do campeonato, o Tricolor montou um grupo desequilibrado, que começou a chegar nessa situação ano passado, mesmo com o título da Copa Sul-Americana.

Quando foi concretizada a venda de Lucas para o Paris Saint-Germain no segundo semestre de 2012, o goleiro Rogério disse que o time perderia 40% de sua força. Não chegaria a tanto em termos de número mas, somada à uma carência antiga do São Paulo no ataque, isso acabou se confirmando dramaticamente. Pode soar estranho dizer que o SP sofre no ataque, tendo o sexto maior artilheiro de sua história vestindo a camisa 9, mas é o que vem acontecendo. Luis Fabiano continua com seu comportamento errático, insistindo em ser “o cara que se esforça”, tentando sempre jogar para a torcida sua raça, para ter seu nome gritado no Morumbi. O problema é que ele já é um jogador marcado pelos árbitros por seus equívocos e parece que ele não faz nenhum esforço para mudar, acumulando assim cartões e suspensões, principalmente em jogos decisivos, o que já faz uma parte da torcida ser contrária à sua presença no time.images1

O problema é que o SP vive aquela clássica situação de “ruim com ele, pior sem ele”. A diretoria não aproveitou a janela de transferências para buscar um outro atacante de alto nível e Luis Fabiano, ainda mais nessa situação terrível no campeonato, continua sendo muito necessário para o time, até porque os seus substitutos no elenco são limitados. Aloísio é muito esforçado, bom complemento para o grupo, mas tem claras limitações técnicas. Ademílson ainda é uma promessa, que faz poucos gols e Osvaldo, além de nunca ter sido um artilheiro, voltou muito mal da Seleção e da contusão que sofreu na semifinal do Paulistão e até hoje não reencontrou seu futebol.

Com a saída de Lucas, a diretoria tentou dar um golpe em um rival e trouxe Paulo Henrique Ganso para o lugar do ex-camisa 7. Claramente ainda longe de um futebol que apareceu chamando muito a atenção em 2010, o ex-meia do Santos, ainda sofre para jogar em seu melhor nível, o que talvez seja difícil pelo número de lesões que já sofreu e pelo estilo de jogo que muitas vezes é insuficiente em termos de participação na partida. Com essa contratação, o time passou a ter 2 meias (Jadson e Ganso), que basicamente jogam na mesma faixa de campo e não ter alguém que partia para cima da defesa adversária, conseguindo decidir jogos na individualidade, como Lucas fazia. Não acho que é totalmente incompatível um time atuar com 2 meias mais clássicos, mas o ex-treinador do SP Ney Franco tentou o quanto pode manter o time da maneira em que ele atuava com a presença de Lucas, só que sem ter alguém da mesma qualidade ou característica no lugar. Resumindo, o time não jogava nem de uma forma, nem de outra.

Além disso a defesa que tinha se acertado com Rafael Tolói e Rodolpho no fim do ano passado, foi remontada em torno da contratação do pentacampeão mundial Lúcio. Nessa, eu até isento um pouco a diretoria. Eu também teria o contratado, por ser um jogador de personalidade, experiente e que poderia ajudar na Libertadores. Só que deu tudo errado dentro e fora de campo. Mais à frente na cabeça de área, a diretoria não teve a iniciativa de contratar um cabeça de área mais pegador, o que poderia ser importante para a Libertadores e acreditou muito na juventude de Denilson e Wellington, o que se mostrou insuficiente para encarar a competição Sul-Americana.

Soma-se a isso os problemas internos entre Ney Franco e parte do elenco, o que minou a confiança do grupo, com as sucessivas derrotas. Paulo Autuori chegou e pegou um grupo despedaçado em termos de confiança e qualidade. Aos poucos vem tentando fazer o time jogar de forma mais simples, com os 2 meias e com uma maior segurança defensiva. Talvez em termos psicológicos, o time possa ganhar muito com a vitória de ontem sobre o Fluminense. Não foi uma grande atuação, mas o time mostrou mais força na defesa, ainda que ajudado pela fraca partida do time carioca. No entanto, a equipe continua falhando em matar as partidas e esse problema do ataque continua, ainda mais agora com outra suspensão de Luis Fabiano, dessa vez para o jogo contra o Botafogo.

Existem campeonatos em que os objetivos são menores e parece ser o caso desse BR-13 para o São Paulo. Talvez seja necessário acontecer isso para que um clube grande possa acordar e ver que não apenas pela camisa pode vencer e sempre estar no topo. Vamos ver se esse susto acorda quem comanda o São Paulo para que isso não se repita. O time dentro de campo parece ter despertado, falta agora quem está mais acima pensar e agir como a grandeza do clube pede, não apenas com discursos vazios e soberbos, mas com ações mais inteligentes.

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