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Incompetência Futebol Clube

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PostHeaderIcon Incompetência Futebol Clube

Vou seguir o embalo da última coluna do Alexandre e voltar ao tema que já abordamos em várias oportunidades neste blog, a má gestão do futebol brasileiro. E acho que ainda falaremos muito neste assunto. Ainda mais que são diversos problemas: da formação de jogadores até a seleção; da administração dos clubes até a transmissão pela TV. Tá tudo errado, e não adianta atacar apenas um ponto. É preciso um olhar global (sem trocadilho). E isso não vem acontecendo, é a primeira falha grave.

O projeto de renegociação das dívidas dos clubes (agora na versão 2.0), deve ser aprovado a toque de caixa (Caixa não deixa de ser uma ironia). O governo e o Congresso resolveram liberar um novo “pacote de bondades”. E os cartolas, incompetentes e desonestos, festejam o parcelamento de suas dívidas. Poderão enrolar por mais alguns anos. E largar a bomba pros futuros dirigentes. Mas isso não vai sanear as finanças de nossos clubes; será apenas um anestésico de efeito temporário.

Eu, até por ser mais velho, já vi a apresentação de várias dessas pílulas milagrosas. Lembro de quando nenhum clube exibia patrocínio em sua camisa. Disseram que isso salvaria as contas dos clubes e todos passaram a estampar anunciantes. Até 6 ou 7 marcas, em alguns casos. Depois tivemos a criação do Clube dos 13 e o formato atual do Brasileirão. E mais uma grana da Globo. E um novo aumento da cota da televisão, e outro, e outro… Programas de sócio torcedor aparecem e somem toda hora. Poucos clubes conseguem fidelizar um bom número de sócios. Camisas bizarras são criadas e vendidas para o torcedor mais fanático, buscando mais receita. A Timemania foi outro pojeto milagroso, que prometia quitar as dívidas dos clubes (novamente atacando o bolso do torcedor). Mas as dívidas não foram quitadas, só triplicadas.

Então eu tenho todo o direito de duvidar desse projeto de renegociação de dívidas. Ele abrange somente as dívidas federais. Não garante que nossos clubes vão pagar a folha, que vão pagar os fornecedores, que vão se afastar dos empresários, ou que não vão contrair novas dívidas. Não custa lembrar que até pouco tempo o BMG era credor, sócio (em jogadores) e patrocinador de vários clubes. Hoje o BMG se concentra nos clubes mineiros, o Banrisul nos gaúchos e a Caixa se divide pra atender os falidos de vários Estados. E também não custa citar que outras estatais são a tábua de salvação de dezenas de confederações. E esse dinheiro, sabemos, quase nunca chega ao destino correto. Nem é preciso uma inteligência aguçada para perceber uma ação altamente populista em todos esses patrocínios e projetos.

* * * * *
crise no Botafogo
Em sua recente coluna o Alexandre citou o caso mais escabroso, do Botafogo. O clube já vinha com uma dívida gigantesca, especialmente em relação a receita. Mas o atual presidente conseguiu piorar o panorama, usando manobras ilegais. E o Botafogo acabou excluído do Ato Trabalhista (em 12/13) e teve todas as receitas bloqueadas. Culpa total do Maurício Assumpção.

Mas nos demais clubes, em maior ou menor grau, temos algo parecido. Compram mal, vendem muito pior. Fatiam jogadores e entregam a empresários (ou laranjas). Trocam tanto de treinadores que acabam pagando salário pra 3 ou 4. Antecipam dinheiro da Globo e se tornam reféns da emissora. Seus departamentos de marketing são tão ineficientes que mal conseguem vender o patrocínio da camisa ou gerar novas receitas. E nesse ponto tenho que concordar com a distância que as grandes empresas adotaram em relação aos clubes. Nenhum anunciante sério vai botar 20 ou 30 milhões na mão de um cartola corrupto e incompetente.

Não sei se antigamente os dirigentes esportivos eram mais honestos. Talvez falhassem pelo excesso de paixão. Mas os atuais pecam pelo excesso de desonestidade. Seja nos clubes, na CBF, ou nas federações de esportes olímpicos. A sujeira é quase total. E estes senhores não merecem o perdão.

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PostHeaderIcon A Cartolagem, Os Políticos e as Mentiras de Sempre

Bart Simpson é o filho mais velho da família amarela que faz sucesso a anos na TV mundial. É um garoto travesso, encapetado. Sempre apronta suas confusões, mas na grande maioria das vezes é perdoado pelos seus pais depois de mais uma travessura.

Ao ver a reunião da presidente Dilma Rousseff com os cartolas dos clubes brasileiros, me lembrei imediatamente de Homer e Marge abraçando o seu primogênito, mesmo depois dele causar repetidamente os maiores problemas. O encontro na semana passada no Palácio do Planalto foi realizado para, segundo os envolvidos, tratar do refinanciamento das dívidas fiscais dos nossos times – que atualmente já ficam próximas à casa de R$2,7 bilhões!

Dizer que “não vai haver perdão” para os clubes e refinanciar algo que já vem em débito a tanto tempo para que (talvez, sendo bem otimista) seja pago em mais 25 longos anos (ainda com um período de carência de três anos para “readaptação” do tema) é algo que mostra claramente que o melhor negócio no Brasil é ser gestor de uma dívida que não começou com você, principalmente em cargos públicos ou em entidades esportivas. Em clubes de futebol é ainda melhor, pois você movimenta uma grande soma de dinheiro e, mesmo com a cobrança diária, se você for dirigente um time grande, você pode sempre colocar a culpa na “herança maldita” da gestão passada. botafogo faixa bola parada

Caso bem claro vemos atualmente no Botafogo. Bebeto de Freitas assumiu uma “terra arrasada” após o rebaixamento de 2002 com a proposta de “revolucionar” o futebol do clube. Ok, conseguiu uma melhoria nos campos de treinamentos, teve a chance de ter um estádio (Engenhão), ganhando quase de presente a sua administração, mas de prático nada mudou profundamente por lá. O mais emblemático é que Bebeto antes criticava as gestões anteriores do Bota. Agora ele recebe críticas do atual presidente, Mauricio Assumpção, que chegou às raias do exagero ao dizer que o clube carioca poderia ter de abandonar o Brasileirão em virtude das dívidas elevadas. Fato que levou os jogadores do alvi-negro a entrar com uma faixa representando o protesto devido a calamitosa situação financeira da entidade.

Enquanto tivermos essa postura paternalista-eleitoreira por parte dos políticos, que poderiam intervir para tentar de fato uma modernização nas estruturas do nosso esporte, não apenas do futebol, tudo ficará como está. Aliás, como querer crer nas boas intenções de um governo que só se mexeu em relação a esse assunto depois de uma derrota na Copa do Mundo? Se o Brasil, mesmo que aos trancos e barrancos, tivesse conquistado o título, muito provavelmente tudo ficaria como está (como provavelmente ficará, mas agora temos essa cortina de fumaça da “moralização” das contas). Ninguém vai abandonar campeonato, o que até deveria acontecer. Se houvessem mecanismos de punição para quem é devedor, talvez os presidentes dos clubes deixariam de fazer chantagem e procurariam resolver suas dívidas como todo trabalhador honesto faz; com sacrifício e correção. Mas exigir isso de um país, onde para tudo que NÃO se quer resolver uma nova lei é criada, é praticamente crer no impossível.

*****

Assim como não mudam de postura na hora de cobrar direitos e não fazer nada em troca em termos de deveres, os nossos dirigentes permanecem os mesmos na hora de lidar com treinadores. Reclamam que não têm tempo de trabalho e por isso a parada para a Copa do Mundo seria ótima para a formação dos elencos. Porém Flamengo, Grêmio, Bahia e Figueirense já trocaram de treinador no pós-Copa, depois de apenas 3 partidas no Brasileirão Série A.

Entendo que cada clube possui sua particularidade e em alguns casos o ambiente de determinados profissionais fica comprometido depois de alguns problemas extra-campo. Mas não dá para dizer que existe um planejamento, um trabalho. Tudo é feito pelo empirismo, pelo mais puro chute, pela tentativa e erro.

Só para citar o exemplo do Flamengo; há 2 anos Vanderlei Luxemburgo, além de ter brigado com a antiga diretoria e com Ronaldinho Gaúcho, era defasado dentro de campo e foi mandado embora. Agora aparece como solução para o rubro-negro, o que pode ser uma impressão enganosa depois de apenas uma vitória. Se começar a perder tudo volta, numa roda-viva sem fim. dilma cartolas bola parada

Para a imprensa isso é bom pois vende jornal, dá acesso à internet, audiência nas TVs; notícias de crise sempre são ingredientes de “polêmicas” (ainda que forçadas muitas vezes). E para os cartolas isso é ainda melhor; vivem quase sempre fora do foco, apenas trocando o nome do bode expiatório. Claro que muitas vezes o treinador é incapacitado para a função que ocupa, mas na maioria dos casos, o clube é pessimamente estruturado, o que advém da incompetência do cartola, em várias vezes a muito tempo no clube.

E mesmo com tamanha incompetência, ainda assim são “presenteados” com o quase perdão das dívidas (as antigas, as atuais e as futuras) e ganham afagos do Ministro do Esporte e da Presidência da República (até porque alguns já estão envolvidos com política…). São ou não parecidos com o “moleque” Bart?

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PostHeaderIcon E agora, James?

Boa noite companheiros do Bola Parada! Estou estreando a minha coluna aqui no site, Bola no Cesto. Tratarei aqui de basquete em geral, de NBA a NBB, de Olimpíadas a Mundial. Espero que gostem!

8 de julho de 2010.

Em um programa de televisão LeBron James, superastro da NBA, anunciava sua “decisão” de levar seus talentos para South Beach e se juntar ao Miami Heat, deixando sua terra natal, Cleveland, e seus fãs órfãos.

Em 4 anos foram 4 finais e 2 títulos. James se tornou o que todos esperavam que se tornasse em Cleveland, um jogador completo e capaz de não apenas marcar pontos, mas liderar seus companheiros rumo a conquistas.

Enquanto isso em Cleveland James passou a ser tratado como um traidor. Suas fotos, camisas e cartazes foram queimados e, numa infeliz ideia do dono dos Cavaliers, uma carta foi colocada no site oficial do time lembrando a James o quanto a sua cidade natal o odiava.

Cleveland foi testemunha do surgimento e da "traição". Agora serão novamente testemunhas. Finalmente de um título?

Cleveland foi testemunha do surgimento e da “traição”. Agora serão novamente testemunhas. Finalmente de um título?

E também, em tom de desafio, a organização prometia a seus fãs conquistar um anel antes de James em South Beach.

Entretanto não é preciso lembrar que enquanto James levava o Heat as 4 finais seguidas já citadas, o Cleveland conseguiu apenas 97 vitórias nesse período, perdendo 215 vezes. Nem passaram perto dos playoffs.

Tão surpreendente quanto a saída dele em 2010 foi a notícia, que já disseminava-se antes mesmo do fim da temporada regular, de que, tendo a partir de 1º de julho a opção de se tornar free-agent de novo mesmo com um ano ainda restante de seu contrato, James poderia procurar outro time pra levar seus talentos.

O que ninguém (ou quase ninguém) poderia prever é que ele fosse retornar a Cleveland. Sim, a mesma Cleveland, terra natal que o expurgara e vaiara cada uma das vezes em que voltou a ela vestindo a camisa do Heat, o recebeu de braços abertos novamente.  Especialmente depois da carta divulgada pelo astro, citando o desejo de voltar a sua cidade como algo maior que o basquete. Cartazes levantados de novo, camisas compradas novamente, cartas rasgadas e, a partir de outubro, teremos algumas grandes incógnitas pela frente: o que esperar do Cleveland, do Miami, de James e da NBA?

O Cleveland dificilmente será um concorrente ao título nessa temporada. Apesar das jovens promessas, especialmente Kyrie Irving, já quase uma realidade, ainda há buracos no elenco. Por isso a busca desesperada por alguém experiente para compor um quinteto inicial com James, Varejão e Irving. Kevin Love é o alvo da vez. O espetacular pontuador e reboteiro está insatisfeito e provavelmente deixará o Minnesota antes do início da temporada ou no mais tardar antes do fim do ano. Sua adição seria excelente e tornaria o Cleveland um postulante as finais de Conferência.

Já em South Beach o trabalho de reconstrução já começou. A manutenção de um Dwyane Wade que sofre com lesões constantemente nos últimos anos e de Chris Bosh podem ser considerados reforços, uma vez que ambos também testaram o mercado para avaliar outras opções. Certamente os buracos imensos de um elenco composto por 3 superestrelas e um bando de coadjuvantes sem tanto brilho, no geral, ficaram latentes agora e o Miami, assim como o Cleveland, não é considerado favorito nem mesmo a atingir as finais do Leste com o atual elenco. Caberá a Bosh guiar o time, algo que ele sempre quis mas nunca mostrou ser capaz, e a Wade conseguir manter-se longe de lesões para que o Miami possa fazer uma boa campanha. Parece pouco.

Já James terá pela frente um desafio parecido com o que enfrentava até 2010: levar o time nas costas. A diferença são 4 anos a mais e 2 anéis nos dedos que certamente trazem muito mais experiência e maturidade. A adição de um companheiro de grande calibre como Kevin Love ajudará, mas provavelmente não será suficiente.  Mais alguns anos serão necessários para construir uma equipe vencedora. cleveland_cavaliers_lebron_james-9793 O contrato de James com os Cavaliers tem apenas 2 anos de duração e já com opção para testar novamente o mercado ano que vem. Algo que dificilmente acontecerá., uma vez que James, assim como outros, deve se aproveitar da nova negociação com as televisões em 2015 para tentar barganhar um salário maior a partir de então. Cabe ressaltar que James jamais recebeu o salário máximo permitido pela Liga, nem em Cleveland e nem em Miami. Salário máximo que ele provavelmente receberia caso escolhesse outra franquia para jogar esse ano.

E o que esperar da NBA para essa temporada? Talvez um ano ainda melhor que 2014. Teremos muitas mudanças de jogadores ainda, mas a principal mudança aconteceu na Conferência Leste como um todo. Sai o superfavorito Miami e entra uma penca de times que podem vencer a  Conferência caso consigam manter seus elencos ou adicionar bons nomes. Carmelo resolveu permanecer em Nova Iorque, que tem Phil Jackson como GM. Se Derrick Rose conseguir se livrar das lesões os Bulls são candidatíssimos. Isso sempre lembrando que Indiana e Washington tem poder para incomodar e muito.

E claro, podemos esperar algo muito melhor vindo lá dos lados de Cleveland. Ver a união de James e Cleveland de novo já valerá a temporada.

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PostHeaderIcon Insistindo no Futebol Errado

Depois do turbilhão da Copa, vamos voltando ao cotidiano – e aos antigos assuntos. O primeiro é decorrente do fracasso da seleção e da confusa demissão do Felipe Scolari. Então anunciaram o empresário Gilmar Rinaldi como novo diretor executivo da seleção. Depois a permanência do Alexandre Gallo e a volta do Dunga. Esse trio, mais o Marin e Del Nero, vão comandar a seleção na busca do Hexa, na Rússia. E é só isso.
dunga na seleção
Mudanças, reformulação ou revolução? Não! Isso foi falado pela imprensa. Boa parte da imprensa e da torcida pediam (e ainda pedem) uma nova ordem no futebol brasileiro. Mas ninguém da CBF encampou a ideia. E nem vai realizar qualquer revolução. Ainda mais que, acontecendo isso, eles seriam os primeiros a cair. E nenhum dos altos dirigentes da entidade é tão bobinho assim. Mudaram os nomes, o resto é conversa pra boi dormir. Não esperem nenhuma mudança radical.

Não vou cornetar o Dunga. Acho ele quase do nível da maioria dos outros treinadores, só menos experiente. Acontece que o nível geral é baixo. Mesmo o Tite ou o Muricy não seriam indicados pra fazer uma enorme mudança estrutural. Nem mesmo uma grande alteração no modo de jogar da seleção. Isso teria que envolver os clubes, a formação de jogadores, a CBF, todos remando pro mesmo lado. Não acredito que isso aconteça. Não aprenderam a lição.

* * * * *

Meio de encontro ao tema anterior, nos últimos dias da Copa vi vários torcedores escrevendo mensagens em suas redes sociais. A maioria repetindo uma ladainha de que a Copa iria acabar logo e teriam que voltar ao Brasileirão e ao futebol mediano que se joga aqui. Sei que boa parte destes comentários é mimimi de quem vive reclamando de tudo. Mas…

Mas o que vocês queriam? Ter a Copa durante todo ano? Querem comparar o Campeonato Brasileiro com a Copa? Ou com a Liga dos Campeões? Melhor parar de brincadeira. Nosso campeonato não se compara nem aos principais campeonatos nacionais da Europa. E nem o Argentino, o Mexicano ou o Turco. Cada um tem seu patamar. E nós, há muito tempo, estamos alguns degraus abaixo. Essa é a nossa realidade, não adianta pedir Copa todo ano.

Se o Brasileirão é fraco, é sinal que nosso futebol também é. E consequentemente nosso seleção será. Não dá pra criar um oásis. Temos que conviver com nossa realidade. E tentar mudá-la. Temos que lutar por uma liga nacional de futebol, totalmente separada da CBF. Temos que cobrar uma administração profissional nos clubes. E honestidade dos dirigentes. Temos que pedir um futebol de mais qualidade. E ingressos condizentes com o nível econômico do nosso povo. Aí, quem sabe, no futuro, tenhamos um campeonato de primeira linha. E consigamos formar uma seleção que nos orgulhe.

O que temos hoje é exatamente isso que assistimos na Copa. Um futebol pobre, chutões, um craque tentando salvar a pátria, o Felipão tentando contradizer os fatos e uma grande ilusão alimentada pela mídia. Ou a gente muda isso, ou teremos um filme bem parecido em 2018. Caso o Brasil se classifique, né?!!

* * * * *

E falando no Brasileirão… Já perdi a conta de quantas vezes o Flamengo namorou o rebaixamento. E neste ano deve repetir a mesma novela macabra. Muitos podem pensar que ainda é cedo pra pensar nisso. Mas não é tanto assim. Domingo teremos a 12ª rodada, quase 1/3 do campeonato. Mesmo que o Fla vença o Botafogo, chegará com míseros 10 pontos pra seguir nos 2/3 restantes. Se perder… 7 pontos!

Pode até ser que neste ano a linha de corte seja mais baixa; acredito nisso. Mas, na melhor hipótese, é bom ter mais de 40 pontos pra escapar da degola. Talvez 42, 43, 44… É bom acordar logo.

Por outro lado o Cruzeiro segue firme. E eu gostei dos reforços, pontuais, que a Raposa contratou. Falar em favoritismo não é exagero.

* * * * *

O Bola Parada cresceu bastante no período da Copa. E agora pretendemos seguir nessa trilha. Contamos com a presença dos habituais e de novos visitantes. Se puderem ajudar um pouco, divulguem o site entre seus conhecidos. Fará muita diferença pra gente.

E aproveito o espaço pra anunciar um reforço na nossa equipe, é o Renan, do blog Futebol e Companhia. Diferente de certos clubes, o Renan é um reforço, não um esforço. Seja bem-vindo!

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PostHeaderIcon De Volta Para o Passado

“De onde menos se espera, daí é que não sai nada”. Essa frase concebida no século passado pelo jornalista Aparício Torelly, conhecido pelo apelido de “Barão de Itararé”, resume bem o sentimento da maioria ao saber que a CBF escolheu Dunga para ser o “novo-velho” técnico da Seleção Brasileira. Coloco ele como “velho” no sentido de mentalidade e repetição. Se analisarmos a lista de treinadores brasileiros desde 1991, veremos uma incrível rotina de saída e retorno de vários nomes, mas principalmente a manutenção de uma mesma ideia: vencer a qualquer custo.

Com a chegada de Parreira e Zagallo na comissão técnica, começamos a ver o nosso futebol, que já andava mal das pernas depois das derrotas nas Copas de 1986 e 1990, ainda mais retrógrado em termos de mentalidade, permeada com uma arrogância incrível; sempre os outros é que deviam se preocupar com a gente. Estudar adversários para que, se nós somos os melhores? É forçoso reconhecer que, para a Copa de 1994, o trabalho tinha esse objetivo de tirar um peso das costas após 24 anos sem conquistas. Além disso o time, se não encantava em campo, pelo menos era organizado. Mas o fato é que o tempo passa e futebol evoluiu em vários setores, dentro e fora de campo e principalmente em vários países. Enquanto isso aqui no Brasil, continuamos a usar o discurso motivacional e o passado de conquistas para querer provar uma superioridade que não existe mais.

Ainda que tenhamos de fazer justiça e reconhecer que, em sua primeira coletiva, Dunga já disse que não somos os melhores (também depois de um 7×1 ele só está falando o óbvio) e que vai procurar observar o que acontece no futebol internacional (não fazendo mais do que sua obrigação), ele não me parece ser o cara certo para conduzir a mudança tão necessária em nosso futebol, que é a de jogar um futebol mais fluido, mas abrangente e que resgate uma qualidade a muito tempo perdida em nossa Seleção. Ele não tem currículo e não mostra ter ideias para ter essa responsabilidade. Dizer que a Alemanha “encontrou” na atual safra, uma geração vitoriosa é, no mínimo, uma mostra de que ele não conhece a fundo o trabalho de base germânico, que vem desde 2006 e foi bem pensado para dar frutos no futuro.

Para deixar claro minha visão dentro de campo: Eu teria ido à Alemanha e oferecido um “pojeto” para o Guardiola assumir a Seleção com contrato de 8 anos. Daria estabilidade à ele nos primeiros 4 dizendo que ele seria o comandante até 2018, aconteça o que acontecer. Depois da Copa da Russia, poderia haver uma reavaliação, mas a ideia seria pela manutenção por mais um ciclo de Copa. Escolheria ele pois, ao contrário do que muitos dizem, não seria uma “europeização” do nosso futebol. Para quem já leu ou ouviu as entrevistas dele, sabe que ele usa muito do futebol brasileiro como modelo para seu estilo de jogo, ou seja, seria um complemento das nossas virtudes com as qualidade que ele possui como técnico. Para a Seleção Olímpica poderia ser alguém ligado à ele, ou um treinador mais experiente como o Tite ou Marcelo Oliveira, ou mesmo alguém que aparenta ter um bom futuro como o Cristóvão Borges, que poderia vir a ser, aí sim, preparado para o futuro. Fora de campo a mudança deve ser ainda mais profunda, começando desde os clubes e suas bases, mas são tantas as transformações que precisaria de alguns posts para detalhá-las.

*****

De todas as decisões da CBF a que me parece mais sensata é a de fazer o treinador da Seleção principal não acumular o cargo de técnico da Seleção Olímpica, evitando assim um desgaste desnecessário. A Olimpíada é muito legal, a medalha de ouro é bacana, é o tal “título que falta”, mas em termos de futebol propriamente dito, a competição não vale tanto assim. Claro que você pode usar a base que atuar por lá para tirar alguns jogadores que podem vir a ser úteis no time de cima, mas isso acontece naturalmente nos amistosos e em jogos das categorias menores. E o torneio olímpico muitas vezes não conta com seleções dos principais países.

Porém, mesmo dentro de uma ideia correta, a CBF continua a fazer besteira e entrega a “chave do portão” da nossa base para…Alexandre Gallo! Qual o currículo dele como treinador que justifique essa escolha? Que títulos como treinador ele possui? É algo que chama a atenção negativamente e já preocupa para a obtenção do tal resultado, pois pelo que já vi dele treinando a Seleção no Torneio de Toulon, não é algo animador a presença de um treinador tão inexpressivo na Comissão Técnica do Brasil. Mesmo vencendo o torneio, a qualidade apresentada pela Seleção deixou muito a desejar. dunga gilmar gallo cbf bola parada

*****

Juntando-se a escolha de Dunga e Gallo, temos a presença de Gilmar Rinaldi, que não tem a menor experiência como gestor de futebol, apenas como empresário de jogadores, o que certamente suscitará muitas dúvidas e questionamentos, que poderiam ser evitados se a CBF tivesse escolhido alguém do ramo para a função. Temos alguns diretores “remunerados” em nossos clubes e outros que estudam futebol nesse sentido, que poderiam ser chamados para o cargo.

Assim sendo fica claro com essas escolhas de que a CBF não premia currículo e competência e sim apenas e tão somente faz política com suas decisões. O Brasil pode até conquistar títulos, pois é forte no futebol, têm jogadores de qualidade, mas dificilmente teremos uma tão esperada transformação no modo de como enxergar e trabalhar o esporte por aqui. Claro que a Seleção não pode resolver tudo por si só, apenas trocando nomes, mas poderia ter dado uma sinalização de um novo caminho que, pelo visto, ainda está bem distante.

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Em um momento em que se discute renovação de ideias e conceitos no futebol brasileiro, vemos no reinicio do Campeonato Brasileiro que pouca coisa mudou efetivamente por aqui. Claro que não podemos esperar mudanças logo de cara, afinal a Copa por si só não muda o futebol, mas pelo visto, parece que poucos treinadores acompanharam de fato o Mundial recém terminado; Não vou falar neste texto de times que se encontram mal na tabela, como o Flamengo, que parece ter voltado pior do que antes da parada da Copa, ou do Corinthians que permanece na ponta de cima, mas quase sempre com um futebol contido na ofensividade, apesar de seguro defensivamente. Ou mesmo do Fluminense e do Internacional, que mostraram times capazes de brigar pela taça. Também não vou citar ainda o Atlético Paranaense, agora com Doriva como treinador, que parece mostrar potencial de surpresa. Vou falar mais de dois times que já assisti jogar nessa volta pós-Mundial. Brasileirão 2014 bola parada

O São Paulo ameaçou enganar depois de um jogo aceitável contra o Bahia. Aí podemos criticar também um pouco a mídia por criar “certezas absolutas” depois de apenas uma partida. Já teve gente chamando o futebol do time de “Trico-Taka” depois da partida contra o limitado time baiano…Exagero é pouco. Contra a Chapecoense o time até continuou tendo posse de bola, mas não teve nenhuma criatividade para furar o já esperado bloqueio defensivo dos catarinense. E aí devemos culpar o treinador.

Muricy Ramalho, cotado inclusive para dirigir a Seleção Brasileira, continua a mostrar seus já conhecidos defeitos. Demorar para mexer no time é um deles. Poderia ter trocado um dos pontas do estático 4-3-3 Tricolor já no primeiro tempo para poder ter opções a mais para poder pressionar mais o adversário. Preferiu manter a formação inicial até aos 28 minutos do segundo tempo (!!!) para colocar um jogador em má fase (Pato) numa posição em que o próprio treinador admitiu depois da partida que não é a ideal para o jogador, já que ele “não volta para marcar o lateral”.

Além disso insiste numa formação em que dois equívocos de escalação chegam a doer na vista de tão visíveis. A manutenção de um jogador baixo e com dificuldades de “dar o bote” na zaga, (Rodrigo Caio) e de um jogador lento e sem recuperação como volante (Maicon), apenas por teimosia e para provar que pode montar um time ofensivo – depois de ser acusado por anos de ser um defensivista adepto da bola aérea – só faz com que o time padeça de segurança defensiva, como ficou provado no gol da Chapecoense.

Assim sendo a teimosia impede que outros jogadores, principalmente os mais jovens, possam ter mais chances na equipe. O lateral direito Auro ainda não teve oportunidades no time principal. João Schimidt, volante canhoto jogou pouquíssimas vezes no time de cima e já foi emprestado para um clube português. E o jogador que se mostrou mais capaz vindo da base são-paulina, pelo menos nos últimos dois anos, Boschilia, depois de fazer uma boa estreia de Brasileiro contra o Botafogo, foi relegado à segundo plano, entrando apenas nos fins dos jogos. Agora com a vinda de Kaká (assunto que tratarei aqui quando ele estrear), provavelmente o jovem terá ainda menos chances de atuar neste Brasileiro.

Enquanto não resolver os problemas óbvios do time Muricy, mesmo blindado por boa parte da mídia, vai poder continuar a jogar a culpa dos resultados inconstantes do São Paulo nos atletas, como já fez com o próprio Boschilia depois do empate contra o Corinthians, como faz agora com Pato e outros…O elenco é desequilibrado em termos de qualidade, mas pode brigar de forma mais constante ao menos por uma vaga na Libertadores. Só que o “treinador trabalhador” tem de trabalhar muito mais certo do que vem fazendo…muricy marcelo bola parada

*****

Enquanto isso em Belo Horizonte…Marcelo Oliveira, sem grande badalação, consegue manter o Cruzeiro jogando um bom futebol. Não foi brilhante nem contra o Vitória, nem no segundo tempo contra o Palmeiras, mas mostrou sempre uma segurança típica de um time tranquilo de seu potencial. Além disso, no começo do jogo do Pacaembu o time mineiro poderia ter feito tranquilamente mais 3 gols que não seria nenhum absurdo.

Marcelo mostra um grande mérito na armação da sua equipe. Joga de forma simples, sem grandes invenções. Posiciona dois volantes (normalmente Henrique e Lucas Silva), um meia mais armador (Everton Ribeiro), um jogador de velocidade (Marlone ou agora Marquinhos ex-Vitória) e dois atacantes. Sim porque, Ricardo Goulart é muito mais um segundo atacante que joga sem muita posição fixa, sempre auxiliando quem joga como referência na área. Claro que o elenco cruzeirense ajuda; foi montado de forma a ter praticamente dois jogadores por posição. Penso que só não existe reposição à altura para Everton Ribeiro e claro para o goleiro Fábio. Nas demais posições o time muda as peças e consegue manter bom nível.

Em um momento de necessidades de mudanças, como passa agora o futebol brasileiro, será que uma delas é fazer o simples, o básico? Montar um time valorizando a ofensividade, sem inventar jogadores fora de posição e tendo com princípio o bom toque de bola? Me parece que o Cruzeiro vem dando a resposta…Não que vá ser campeão de forma tranquila, mas está no caminho certo para brigar novamente pelo título

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