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Direitos Divididos, Notícias Pela Metade

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PostHeaderIcon Direitos Divididos, Notícias Pela Metade

O jornalismo pode usar diversas maneiras para mostrar a SUA verdade dos fatos. A verdade de fato, muitas vezes, não sabemos. Ou então só conhecemos se tivermos mais tempo e condição de pesquisar sobre o assunto.

Um exemplo claro é a questão dos direitos de transmissão de TV dos mais variados jogos e campeonatos de futebol pelo mundo. Nem todo mundo tem acesso aos meandros das negociações e fica por fora do assunto, normalmente até ver que determinado jogo do seu interesse não está passando em um canal de sua preferência. É compreensível e por isso vemos um número elevado de pessoas perguntando e querendo saber até mesmo de jornalistas das emissoras se elas vão transmitir tal evento. Não é obrigação dos profissionais saber de tudo, mas seria papel da empresa jornalística informar de forma correta a situação de compra (ou não) de cada campeonato.

Por essa razão me chamou a atenção um fato recente sobre a disputa pelos direitos do Campeonato Alemão. A FOX de fora do Brasil fez uma compra global e adquiriu o campeonato dos atuais campeões mundiais. O fato, para quem acompanha esse tipo de noticiário, não era bem uma novidade; a pelo menos um ano já se sabia que a “raposa esportes” vai transmitir a competição alemã nos próximos anos. Porém nos últimos dias o canal cedeu parte do campeonato para a ESPN. (Veja NESTE link como a ESPN tratou o assunto). Veja que em nenhum momento a nota ressalta que a transmissão do campeonato será dividida com um rival. campeonato alemão bola parada

Mas o pior foi ver a postura dos profissionais da ESPN no vídeo. Houve uma grande comemoração pela continuidade da transmissão dos jogos da Bundesliga. Ok, é algo para ser registrado. Mas o fato é que ninguém ressaltou no ar a situação verdadeira de que a ESPN PERDEU os direitos para a FOX Sports e só conseguiu manter a transmissão de “meio” campeonato por uma decisão estratégica da FOX, que preferiu manter os direitos do Campeonato Italiano por inteiro e ceder parte do Alemão, provavelmente por achar que os jogos da “Bota” trarão mais audiência, além de bloquear um possível avanço do Esporte Interativo (leia-se Turner Esportes) sobre a competição alemã.

A notícia mais correta seria ESTA aqui do Portal Terra, que ressaltou ter transmitido os jogos do Alemão até esta temporada, mas não disse que provavelmente não transmitirá os jogos da próxima edição…Ou seja, mais correta em termos…

Os interesses comerciais são parte importante de qualquer emissora de TV, rádio, jornal ou mesmo portal da internet. Entendo que um rival não queira “jogar confete” no outro. Mas um pouco de verdade nas notícias, mesmo que elas sejam negativas para a emissora, não fariam mal para o verdadeiro jornalismo e para quem gosta de informações corretas sobre qualquer assunto. Com a briga pelos direitos do Campeonato Espanhol e pelo Inglês, além da situação meio estranha da UEFA Champions League, voltaremos ao tema brevemente…

(Faço justiça ao Everaldo Marques e ao pessoal do Space que pelo menos nas transmissões da NBA não se furtam de dizer que tal jogo passará no canal concorrente em dias subsequentes. É uma atitude simpática pois informa ao fã da modalidade de forma correta e simples).

*****

Na última semana a ESPN Brasil exibiu o Bola da Vez, novamente com o técnico do Flamengo Vanderlei Luxemburgo, que já tinha ido ao mesmo programa no ano passado. Sobre a “atuação” do treinador no programa não vou falar muito, Tostão NESTA coluna já disse um pouco do que penso. O que me chama a atenção é o fato do canal não ter levado ao programa o Mauro Cezar Pereira, um contumaz crítico do técnico flamenguista. bola da vez bola parada

Não acho que o jornalista tenha de ser levado a um programa de perguntas e respostas apenas com o intuito de criticar ou provocar o entrevistado. Mas você ter na bancada alguém com mais senso crítico e com bons argumentos para questionar quem está na atração é algo válido. Porém o programa da ESPN parece ter ido por outro caminho, com a redução do número de entrevistadores e a escolha de pessoas que não teriam tanta condição de colocar o convidado “na berlinda”.

Sobre a contratação do Dan Stulbach para apresentar o programa: eu coloco isso na conta da atual direção do canal que parece tentar desesperadamente chamar a atenção para a emissora, mesmo que para isso tenha de fazer a ESPN Brasil perder parte da sua qualidade. Afinal chamar um ATOR (que é isso o que o Dan é na verdade) para apresentar um programa jornalístico-esportivo faz com que tenhamos a certeza de que no jornalismo esportivo de hoje em dia vale tudo (pela audiência). E nem tudo pela qualidade e pelo espírito crítico.

*****

esporte interativo nordeste bola parada O Esporte Interativo têm os direitos da Série C do Brasileiro e não os passa em TV aberta, nas parabólicas. Mais um golpe naquele discurso de levar o esporte para todos, ainda que muita gente continue a defender cegamente o canal…O EI Nordeste já exibiu de tudo, desde lutas de MMA até jogos do Barcelona, Real Madrid e outros europeus (tudo a ver com o Nordeste…). Portanto não foi surpresa exibirem Guarani (de Campinas) e Londrina pela Série C do Brasileiro no último fim de semana. Não seria melhor mudarem logo o nome do canal para Esporte Interativo 2, EI +, EI qualquer coisa? Essa história de “defender o nordeste” pode enganar alguns, mas em geral causa apenas vergonha alheia. Sei que transmitem a Copa do Nordeste, mas para eles a defesa da região só vale por 4 ou 5 meses ao ano? Com a palavra os fãs da emissora…

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PostHeaderIcon Cabeças Vão Rolar (e Cartolas Vão Errar)

Nem bem começou o Campeonato Brasileiro e já vimos duas trocas de treinador. Felipão no Grêmio e Ricardo Drubscky no Fluminense foram demitidos e todo falado “planejamento” dos clubes foi por água abaixo. Os estilos dos treinadores é bem diferente, mas a demissão mostra algumas particularidades dos nossos clubes.

Drubscky é um estudioso do futebol e mostra ser um conhecedor de táticas, inclusive já escrevendo um livro. Mas em clubes até agora pouco fez de relevante. Inclusive vem de duas demissões recentes no Goiás e no Vitória. Porém não deixa de ser culpa do clube contratar um treinador e demiti-lo após apenas 8 jogos. Em se tratando do Fluminense nem chega a ser uma novidade existir esse “moedor de treinadores”, mas não deixa de ser impressionante com um clube não tem nenhum critério para ter um técnico e cede tão facilmente à pressões da torcida e imprensa para fazer uma troca. felipão drubscky bola parada

No caso da saída de Felipão existiu claramente o desgaste com o grupo depois da desastrada ideia do treinador em sair de um jogo antes do final, indo para o vestiário. Além disso, com a redução financeira imposta pelas dívidas gremistas, o time se enfraqueceu em relação ao ano passado, mesmo com algumas contratações emergenciais feitas depois do início de ano ruim. Essa aliás é outra característica dos nossos clubes; dizem querer fazer austeridade financeira, mas depois de um ou outro mal resultado arrumam dinheiro que têm (e que não têm) para procurar reforços (sendo que alguns deles nem merecem esse título.

E a cadeira de erros não têm fim. O Grêmio já falou em Cristóvão Borges e Renato Gaúcho para ser o próximo treinador, sendo que a única semelhança entre os dois é terem sido ex-jogadores do clube. Como técnicos são bem diferentes. Sendo assim não existe um critério para se definir o nome ideal para o futuro da instituição. Atiram para todos os lados e normalmente atiram errado. Mesmo caso está acontecendo no São Paulo (mas esse é um assunto para outra coluna…)

O Fluminense até já escolheu um técnico. Enderson Moreira, que já passou pelo clube como “interino efetivo” (veja o que eu penso deles AQUI) em 2011, volta agora. Como um grande nome? Como parte de um grande “pojeto”? Não. Volta muito pela chamada falta de opção que faz com que os mesmos nomes rodem pelo mercado por, mais ou menos, uns 5 anos. Quem consegue algum título no período continua nessa roda-viva mal disfarçada. Que não ganha dá uma desaparecida.

Sendo assim vemos que os treinadores se sujeitam a essa situações. Não adianta apenas reclamar que os “clubes não dão tempo de trabalho”. Isso é uma verdade indiscutível. Mas os treinadores também poderiam se dar mais ao respeito e não serem apenas joguetes não mão de cartolas despreparados que demitem a cada 3 meses. Não dá apenas para cobrar profissionalismo de um dos lados da história. Enquanto isso porém, vamos nos preparando para atualizar a cada rodada a lista dos “guilhotinados”.

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PostHeaderIcon Ecos da Bombonera

Demorou, mas saiu a punição ao Boca Juniors após a agressão aos jogadores do River, na quinta passada. O clube foi eliminado da Libertadores, terá portões fechados em 4 jogos e ainda deve pagar uma multa de U$ 200.000. Alguns podem achar a punição severa. Eu não considero assim, penso que foi a mínima possível. Menos que isso seria um deboche.

A violência no futebol argentino não é novidade. Assim como ocorre no Brasil e em inúmeros outros países. Mas que é rara em locais onde o problema é enfrentado com mais severidade. E este é o ponto nevrálgico da questão. A violência é inerente ao ser humano, é quase impossível mudar isso. O problema é como enfrentar o fato. E nisso nós estamos falhando. E por nós entenda-se a Conmebol, AFA, CBF e todas as confederações do nosso continente. Tratamos a violência nos estádios como um crime menos grave. Somos benevolentes e complacentes. Aceitamos que vândalos, travestidos de torcedores, dominem nossas arquibancadas e afastem os verdadeiros fãs de futebol do local.
violência na bombonera
Hoje estamos falando da Bombonera e de Buenos Aires. Mas cenas parecidas já ocorreram em Belo Horizonte, Assunção, São Paulo, Santiago, Porto Alegre, Recife… Mudam as cidades, os estádios, os clubes, as camisas, mas o problema é um só. E pouco adianta punir o clube, fechar os portões ou aplicar uma multa. Isso é perfumaria. Não resolve nada; já vimos. O problema é maior e vai continuar existindo.

Muitos já disseram que o futebol é reflexo da sociedade. É uma verdade gritante. Mas não só pelo lado da violência nossa de cada dia. A similaridade também ocorre na impunidade e na permissividade. Também posso comparar as torcidas organizadas com o crime organizado. O Estado falha no combate ao crime organizado. E falha no combate às torcidas organizadas – se é que são torcidas de verdade. Eu prefiro chamá-las de facções. O Estado é complacente e, por tabela, conivente com o status quo. Sem esquecer que, por estas bandas, há um elo forte entre o Estado e os clubes, clubes com organizadas, organizadas com políticos… Andam tão próximos que muitas vezes não podemos distinguir um do outro. Não por acaso o futebol elege deputados, senadores, prefeitos. E torcedor vota, não é mesmo?

Existe uma solução mágica pra questão da violência no futebol? Não, nem mágica, nem 100% eficiente. Mas isso não impede ninguém de enfrentar o problema. Primeiro é preciso haver uma vontade política. Vontade e ação. Doa a quem doer. E deve doer é nos bandidos infiltrados nas torcidas. Eles é que devem ser punidos e extirpados do futebol. Não adianta punir os clubes, fechar os estádios e deixar estes marginais livres para cometer mais vandalismo.

Violência é uma palavra muito genérica, não tem rosto ou CPF. Vamos falar nos violentos, estes são reais, com cara, RG e CPF. Mas existe vontade e ação política para combater e punir, severamente, estas pessoas? Deixo que vocês respondam a questão.

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PostHeaderIcon A Derrota da “Opinião Pública”

O que é afinal a “opinião pública”? Segundo uma definição simples seria a opinião geral dos cidadãos em relação ao Estado, à sociedade e a outros temas ou questões. O problema é que muitas vezes essa visão é turvada e exagerada em razão dos interesses dos meios de comunicação que tentam fazer com que algo não necessariamente verdadeiro torne-se verdade. Com a massificação de um conceito, temos a impressão de que isso se transformou em algo definitivo, mesmo que muitas vezes isso a visão não corresponda à realidade. Nas eliminações de São Paulo e Corinthians na Libertadores de 2015 podemos dizer que o chamado “sendo comum” foi derrotado, mesmo que ele tenha sido criado pela mídia.

No caso são-paulino virou algo corrente na imprensa “especializada” a observação de que Milton Cruz tinha arrumado o time deixado por Muricy, mesmo tendo perdido o jogo decisivo que disputou contra o Santos no Campeonato Paulista, com o time jogando um futebol pífio. O interino que diz não querer ser técnico (mas estava no Bem, Amigos de segunda ao invés de se preocupar em estudar o time do Cruzeiro para a partida de quarta), já havia assumido a equipe Tricolor em outras oportunidades. E o que vemos é que o fato dele não ser técnico tem muito a ver com sua baixa competência para a função. Quem viu o jogo ontem, com 15 minutos, podia perceber que o Cruzeiro iria insistir com uma jogada pelo lado esquerdo da defesa são-paulina e que Reinaldo estava em péssima noite (o que é até o natural dele). Mesmo assim o “não-técnico” nada fez para corrigir a situação. Só mexeu na equipe depois de tomar o gol e mesmo assim para tirar a única proteção que existia por ali (Wesley). são paulo cruzeiro bola parada

Além disso Milton Cruz mostrou ser alguém sem pulso para fazer trocas necessárias e mexer em medalhões da equipe. Ganso se arrastou em campo o jogo inteiro, mas não foi substituído. Luis Fabiano entrou mesmo a muito tempo sendo apenas uma sombra do jogador que já foi um dia. Nesse caso temos também mais uma ação da “voz do povo”. Basta o “Fabuloso” fazer um gol que a mídia já o exalta e alguns torcedores que provavelmente acreditam em Coelhinho da Páscoa ou Saci-Pererê acham que ele ainda pode resolver algum campeonato para o São Paulo. Em resumo, o Tricolor é um time que vive de aparências, muitas delas infladas pela mídia, e o que é pior, elas viram realidade por quem dirige o clube.

*****

Outra equipe que criou uma aura de superioridade quase que inabalável é o Corinthians. Depois de conseguir títulos internacionais inéditos, a mídia aumentou e deu voz às promessas recheadas de megalomania de alguns dirigentes alvinegros. Uma delas é que o clube seria o “maior do mundo” em pouco espaço de tempo. Primeiro que é complicado dizer e mensurar o “maior clube” em qualquer critério, é algo relativo sob vários pontos de vista. Segundo, tendo em vista o mercado brasileiro e até mesmo o que se joga por aqui, é algo que virou apenas piada com o passar do tempo. guarani corinthians bola parada

Assim como deve ser sempre lembrada como piada a infeliz especulação: “O Corinthians atual faria bonito na Champions League?”, que foi ventilada por alguns cronistas e virou até enquete na ESPN Brasil. O bom início do time de Parque São Jorge na atual Libertadores enganou alguns e pelo visto empolgou demais o próprio elenco. Eu mesmo citei NESTE texto o bom início de ano do time de Tite, mas lembrava que não sou fã de endeusamentos. E esse endeusamento que parte da imprensa fez com o treinador não foi bom para a equipe. Além disso evidentemente vimos com o tempo que o elenco do Corinthians possui algumas fraquezas. A zaga não é tão segura pelo alto, Vagner Love não se mostra como solução no ataque e o time sem Guerrero se mostra inofensivo na frente. Fatores esses que foram ignorados pela mídia em grande parte do tempo.

Não coloco na conta apenas da “mídia paulista” esses lugares-comuns e exageros. Vemos isso em todo local e em vários aspectos. O Inter sempre favorito ao Brasileiro e o Brasil como dono exclusivo do “futebol talentoso” no mundo são outras das muitas “verdades absolutas” que vemos por aí e que independem de localidade de nascimento de quem fala besteira. Generalizar, comentar com base na amizade e da torcida nunca é bom, mas infelizmente é o que vemos muitas vezes na nossa mídia.

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PostHeaderIcon E Começa o Brasileirão 15

Hoje começa o Brasileirão 2015. Sem pompa ou cerimônia. Já falei isso no ano passado e certamente falarei nos próximos anos. Nada muda, só que agora temos jogos às 11h no domingo. Até o primeiro capítulo de novelas recebe mais destaque que a primeira rodada do Brasileirão. Mas, se os clubes entendem que assim tá bom…
campeonato brasileiro 15
Acredito que este campeonato será mais equilibrado que em 13 e 14, onde o Cruzeiro abriu uma boa vantagem e administrou a diferença. Mas a Raposa perdeu jogadores muito importantes e está remontando a base. Acho muito improvável que o Cruzeiro repita o desempenho anterior. Vejo uns 3 times com elenco superior aos demais: São Paulo, Palmeiras e Inter (sem ordem). Depois coloco o Corinthians, Atlético Mineiro, Cruzeiro e Santos. Talvez o Flamengo, se forçarmos a barra. Sem forçar, o Fla fica no terceiro pelotão, junto do Grêmio, Flu e Vasco. Isso com os elencos atuais; mas sabemos que sempre ocorrem contratações e vendas. O Corinthians, por exemplo, perde muito se não renovar com o Guerrero.

Sobre o título é muito difícil palpitar. O Palmeiras pode se beneficiar se o São Paulo e Inter seguirem na Libertadores, o que é uma possibilidade real. Mas precisa largar bem e ganhar confiança na competição. O São Paulo ainda espera o Sampaoli e o novo técnico pode demorar pra acertar a mão no clube. O Inter já passou pela fase de adaptação do Diego Aguirre e não deve ser desprezado.

Os outros times devem lutar pela sobrevivência. Eu acredito que a Ponte e o Goiás permanecem. Mas temo pelos paranaenses, os dois estão mal neste ano. O risco de rebaixamento é sério pro Furacão e Coxa. Os catarinenses, até pelo porte dos clubes, também vivem o mesmo risco. O Sport… Meu palpite é que vai permanecer na Série A.

* * * * *

Não tive tempo para falar sobre os Estaduais. Mas foram bem melhores do que alguns gostariam. Teve até emissora (fechada) que criou um programa especial pra falar dos campeões estaduais. O torcedor, ao menos nas finais, deu o ar da graça. Alguns times souberam usar o Estadual pra montar a base deste ano; outros não. E talvez essa seja a principal função dos Estaduais.

O que não dá é pra fazer um Estadual bagunçado e desorganizado, como foi o Carioca. Isso é o que prejudica, mais que a falta de datas ou o desequilíbrio entre os clubes.

* * * * *

No meio da semana tivemos a rodada da Libertadores. Começou com a surpreendente derrota do Corinthians diante do Guarani do Paraguai. O Corinthians nem jogou. Mas não duvido que possa reverter o resultado. O Inter teve a fabulosa chance de sair do Independência com uma vitória sobre o Galo. Mas recuou demais no final e permitiu, ou ofereceu, o empate aos mineiros. Mas ainda tem uma situação favorável pro jogo de volta. Assim como o São Paulo, que deveria ter feito 3×0 no Cruzeiro. O 1×0 foi praticamente um presente pra Raposa. Só que o Cruzeiro precisa jogar muito mais pra reverter o resultado.

Como estou no dia dos palpites, não vou me furtar. Acredito que Corinthians, Internacional e São Paulo avancem pra próxima fase.

Não sei se todos os leitores viram o jogo entre River e Boca pela Libertadores. Se é que posso chamar aquilo de jogo. Mais parecia uma luta livre com uma bola no meio. E um juiz banana dentro de campo. Que coisa feia!!!

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PostHeaderIcon Retrato Atual

A Seleção Brasileira convocada para jogar a Copa América representa bem o atual momento do nosso futebol. Assim como na época da Copa do Mundo, não podemos dizer que houve algum clamor popular para a convocação de algum jogador. Não houve uma grande ausência sentida e comentada. Pode-se discutir se Felipe Anderson, que faz uma ótima temporada na Lazio, não poderia ter uma chance. Mas até no começo deste ano nem se falava no nome do ex-meia do Santos como um possível convocado. Ou seja, é um pedido um pouco recente e até mesmo um pouco forçado.

O fato é que não temos muitos jogadores que podem ser protagonistas no futebol mundial. Neymar continuar se destacando, mas o restando do grupo apresenta alguns altos e baixos bem visíveis. No gol Jefferson vem se mostrando seguro com o passar dos anos, mas não é uma unanimidade, assim como não é Diego Alves. Marcelo Grohe vem aparecendo bem no Grêmio, mas ainda não atuou com a amarelinha para sabermos como ele pode render. dunga lista bola parada

Ainda na defesa, Dunga se vê novamente tendo de chamar alguns jogadores que fracassaram na Copa do Mundo, como o caso de Marcelo na lateral-esquerda, muito por não ter alguém que assumisse a posição de fato. Filipe Luís vem jogando no Brasil, mas é reserva no Chelsea. A “ex-melhor zaga do mundo” com Thiago Silva e David Luiz agora é contestada, ainda que os dois jogadores do PSG sejam chamados, mas sem o mesmo prestígio de um ano atrás. Miranda e Marquinhos podem aproveitar a chance e se firmarem no grupo.

No meio campo Fernandinho fez uma temporada apenas mediana no Manchester City, mas continua como uma opção na cabeça de área, sendo que a novidade é Casemiro, que jogou até de forma interessante no Porto, mas naufragou no jogo que custou a eliminação do time português na Champions League. Sem Oscar na armação, William, que não é um meia “pensador” do jogo, deve assumir a responsabilidade junto com Philippe Coutinho, que fez um bom ano no Liverpool, mas ainda não mostrou na Seleção o mesmo futebol.

No ataque, mesmo na China, Diego Tardelli foi chamado, muito também por uma falta gritante de grandes camisas 9 em nosso futebol. Roberto Firmino é mais um segundo atacante, pode até jogar na função, mas não é um homem de área. Robinho, apesar de muito criticado, foi chamado graças à experiência que possui no futebol e não acho um absurdo a sua convocação, pois muitos cobraram a presença de jogadores mais rodados no grupo que disputou a Copa no ano passado.

Em resumo essa convocação mostra bem um estágio intermediário do nosso futebol. Temos um time hoje, na média com as maiores seleções mundiais. Aquela diferença que muitos ainda acreditavam que o Brasil possuía em relação aos adversários diminuiu bastante. Não é que o país não forme mais bons jogadores. Mas protagonistas mesmo, jogadores diferentes do comum, estão em falta por aqui.

GOLEIROS
Jefferson (Botafogo)
Diego Alves (Valencia)
Marcelo Grohe (Grêmio)

ZAGUEIROS
David Luiz (Paris Saint-Germain)
Marquinhos (Paris Saint-Germain)
Thiago Silva (Paris Saint-Germain)
Miranda (Atletico de Madrid)

LATERAIS
Fabinho (Monaco)
Marcelo (Real Madrid)
Danilo (Porto)
Filipe Luís (Chelsea)

VOLANTES
Luiz Gustavo (Wolfsburg)
Fernandinho (Manchester City)
Elias (Corinthians)
Casemiro (Porto)

MEIAS
Éverton Ribeiro (Al-Ahli)
Douglas Costa (Shakhtar Donetsk)
Willian (Chelsea)
Philippe Coutinho (Liverpool)

ATACANTES
Neymar (Barcelona)
Diego Tardelli (Shandong Luneng)
Robinho (Santos)
Roberto Firmino (Hoffenheim)

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