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PostHeaderIcon (Quase) Nada Diferente

Algum tempo atrás escrevi aqui no blog que a possível e ainda não confirmada candidatura de Zico à presidência da FIFA era apenas um factoide. Não acreditava que ela iria adiante e para ser sincero ainda não acredito. Não é muito compreensível uma pessoa que nunca foi dirigente de qualquer entidade esportiva querer, logo de saída, postular o cargo mais alto do esporte no qual milita. Seria muito mais lógico que o ex-jogador tentasse a presidência da Federação Carioca de Futebol ou mesmo da CBF. Poderia buscar moralizar e melhorar o seu próprio quintal antes de tentar vôos mais altos.

Dizendo que ter experiência em gestão é importante não estou aqui endossando a candidatura representada na pessoa de Michel Platini ao cargo mais poderoso do futebol. O ex-camisa 10 francês hoje é muito mais um político do que ex-atleta. Porém, dentro do que se propõe a ser a FIFA, uma entidade muito mais ligada ao jogo de bastidores do que propriamente uma confederação esportiva, o nome do atual presidente da UEFA está mais dentro do contexto e conta com mais chances reais de vitória. No mundo ideal, seria bom vermos alguém de fora desse círculo vicioso de poder entrar na disputa, vencê-la, e realmente provocar mudanças na entidade, democratizando-a verdadeiramente. No entanto estamos longe de viver em um mundo que esteja sequer perto do melhor dos nossos sonhos. zico del nero bola parada

Sendo assim a “candidatura” de Zico não serve nem para um início de esperança. Ele não tem força política nem representatividade para ter chance real de vencer. E se alguém tinha alguma boa vontade de imaginar de que ele era “diferente”, perdeu toda essa ilusão ao vê-lo indo “beijar a mão” de ninguém menos do que Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF e que ultimamente tem se notabilizado pelo medo de sair do Brasil para qualquer evento da FIFA, possivelmente por temer ter o mesmo destino de que seu ex-amigo do peito José Maria Marin, que hoje mora na Suíça, atrás das grades. Se Zico precisava do apoio de alguém tão desqualificado para se candidatar, era melhor ter abortado a ideia no início e não precisar passar por momento tão constrangedor e patético.

Muitos que adoram blindar o ex-camisa 10 do Flamengo já estão justificando a atitude como uma jogada para constranger ainda mais o atual mandatário da CBF, que ficaria ainda em pior situação com a opinião pública se negasse o apoio à candidatura brasileira. Mas penso que nada vale mais a pena do que você viver a sua consciência tranquila. Era preferível Zico não ter de passar mais um recibo e cometer outra mancada, tendo que pedir apoio a alguém que pode ser condenado e defenestrado a qualquer momento do comando do futebol brasileiro. Se é para fazer diferente, ele já começou MUITO mal. Sempre haverá quem o defenda, mas o “Galinho” é perito em cometer esses deslizes…

*****

No jogo contra o Atlético/MG no Mineirão o São Paulo teve uma boa atuação tática. Juan Carlos Osório arrumou bem o time paulista e conseguiu mais uma vez ter uma boa posse de bola e controlar a partida em muitos momentos. Porém individualmente o Tricolor falhou tanto no ataque, perdendo muitos gols, quanto na defesa, evidenciando a falta de qualidade no setor. O time não tem um grande zagueiro, alguém que comande e imponha respeito e ajude na coordenação e organização. O time mineiro foi eficiente e conseguiu definir o jogo com duas falhas de cobertura e passe do São Paulo e contando com a qualidade de Pratto na frente. são paulo atlético mg bola parada

Ficou claro que o Atlético tem um bom caminho para poder brigar pelo Brasileiro. É um time com confiança e bem armado, mesmo sem ser brilhante em muitas vezes. O São Paulo tem um treinador que possui boas ideias e que pode fazer um bom trabalho se tiver tempo e derem essa oportunidade à ele. Discordo, como disse no texto abaixo, do fato dele não de desfazer de alguns jogadores que já não rendem mais de acordo com o necessário. Mas o fato é que ele pegou um barco andando e tem muitas vezes de remar com a maré e procurar não criar mais problemas. É um processo e pode levar certo tempo para poder ter resultado.

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PostHeaderIcon A Oportunidade Divina e a Monocultura

No ano passado quando assumiu o comando do Atlético/MG, o técnico Levir Culpi observou, após um tempo no comando do time, que algumas peças já não rendiam mais o esperado e que pouco contribuíam com o ambiente do grupo. Porém não eram quaisquer peças. Ronaldinho Gaúcho e Jô fizeram parte do maior título da história do clube, a Libertadores de 2013. Ou seja, mexer com eles não seria assim tão fácil.

Porém, com o respaldo da diretoria e com a força de sua vivência de anos no futebol, o experiente técnico manteve inabalável sua posição e escanteou os dois atletas. Ronaldinho logo saiu para o México. Jô permaneceu no clube, mas foi cada vez menos utilizado, até ser vendido nesse ano, sem muito alarde, para um clube árabe. No começo, logo após tomar essa decisão, Levir foi criticado por parte da torcida e o time, que se ressentia da eliminação da Libertadores do ano passado, cambaleou no Campeonato Brasileiro. Mas com o passar do tempo o grupo, acrescido de alguns bons reforços como Rafael Carioca, conseguiu força para conquistar a Copa do Brasil e, mantendo-se uma base já com bons resultados, o clube mineiro continua bem e lutando pelo título brasileiro de 2015.

Não digo que apenas o fato da saída de dois jogadores consagrados fizeram o Atlético melhorar depois de um momento de instabilidade em 2014. O time já vinha bem desde 2012, tem uma boa estrutura física e não vivia mais a pressão de estar a anos sem títulos relevantes fora de MG. Mas em algumas situações não adianta você apostar apenas na grife, no nome dos jogadores, esperando quase que eternamente que eles resolvam “em um lance” (fator que a imprensa adora colocar como diferencial de alguns jogadores aqui no futebol brasileiro…). O São Paulo e o técnico colombiano Juan Carlos Osório vivem agora uma solução muito semelhante à que Atlético e Levir tiveram ano passado.

Tinha dito ao Marco que não iria cobrar demais Osório antes do fim do primeiro turno do Brasileiro. Mas algumas situações se tornam muito evidentes com o passar do tempo e penso que não adianta, nesses casos, esperar mais. Em algumas ocasiões Deus nos dá oportunidades que não podemos desperdiçar. E o treinador são-paulino teve uma oportunidade desse tipo no jogo contra o Sport. Ganso e Luís Fabiano foram expulsos de forma patética. No caso do centroavante nem dá para dizer que ele forçou o cartão vermelho. É natural dele reclamar de forma inconsequente e deixar o time na mão quando ele mais precisa. Já a saída do camisa 10 parecia ser o adeus definitivo de um jogador de talento, mas que, muito pela sua indolência em campo (e um pouco pelo exagero da imprensa que o colocou num lugar muito elevado como craque, antes mesmo dele ser de fato) não consegue ser o jogador que muitos imaginaram que ele seria. luis fabiano ganso bola parada

Ou seja, Osório e a diretoria tiveram a oportunidade perfeita de se livrar de dois jogadores que, hoje em dia, muito mais atrapalham do que ajudam de fato a equipe. Ganso ainda teve um desempenho bom no Brasileirão do ano passado, mas nesse ano vem mal e mostra-se muitas vezes alheio à essa má performance. Luís Fabiano teve um último bom momento em campo em 2012 e desde então muito mais se arrasta em campo e não contribui pra valer com a equipe. Ainda conta com a simpatia quase cega (e burra) de parte da torcida Tricolor, mas quem analisa com um pouco menos de paixão vê que ele não tem mais a mesma condição de atuar em grande nível. Porém, inexplicavelmente, a diretoria do São Paulo negou a proposta do Cruz Azul do México pelo centroavante e não liberou Ganso para algum outro clube, mesmo sabendo que dificilmente vai recuperar o que investiu no jogador.

Ao que tudo indica os dois devem permanecer até o fim do ano no clube. O que acho algo nocivo para o grupo e para as chances do São Paulo vencer o Brasileirão ou mesmo a Copa do Brasil. Não fico acreditando que os dois, em um passe de mágica, resolvam jogar e ajudar mais a equipe. Portanto, no meu modo de entender, cabe agora a Juan Carlos Osório ver o óbvio e montar uma equipe que não dependa de dois jogadores que são estrelas, mas que há tempos não mostram futebol (e vontade) condizente com a fama que possuem. Exemplos para mostrar que isso é possível existem e estão aí para serem repetidos…

*****

Não vou fazer uma análise técnica sobre o desempenho do Brasil nos Jogos Pan-Americanos. Não sou especialista em todos os esportes que vemos por lá e sabemos que muitos deles nem são Olímpicos, além de admitir que vejo e acompanho mais futebol. Mesmo quem é leigo e não se deixa levar por um certo oba-oba sabe que o nível técnico da competição não chega nem perto da Olimpíada e muita coisa deve ser relativizada. Mas salta aos olhos os bons desempenhos do país na natação e no judô (o que não chega a ser uma novidade) e a péssima performance da equipe brasileira no atletismo. O discurso de que “não existe apoio” hoje não pode servir para tudo, pois verbas até exorbitantes foram passadas para muitas confederações. Existe sim o mau uso do dinheiro, mas falta principalmente massificar o esporte, desde cedo, nas escolas e na sociedade como um todo, não apenas na época dos grandes eventos. pan medalhas bola parada

Mas uma cena me chamou atenção hoje, pois estava em casa e consegui ver o programa Seleção Sportv (e falo do Sportv que elogiei colunas atrás pois foi o canal que realmente cobriu a competição, já que a Record…melhor deixar pra lá…). Já no finalzinho do programa iriam fazer um comentário sobre a competição, sem a presença de nenhum especialista em outros esportes tirando o futebol. Mostraram o quadro de medalhas mas, com menos de um minuto falando sobre o tema, cortaram o assunto pois tinham de mostrar Ronaldinho Gaúcho adentrando no gramado das Laranjeiras para TREINAR!

Esse pequeno gesto mostra que esperar uma mudança de cultura no país é algo, no mínimo, utópico. Somos o país que gosta de falar dos vencedores, e não do esporte (nem mesmo do futebol gostamos de forma ampla). Além disso a imprensa ajuda a perpetuar a monocultura do futebol. Perde-se tempo falando quase uma hora de jogador que reclamou de substituição; se sobrar tempo falam dos outros esportes (principalmente e quase só quando algum brasileiro vence…). E assim vamos, sem perspectiva de algo diferente…Uma pena.

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PostHeaderIcon Mais Uma Derrota da Empáfia

Se olharmos o retrospecto recente dos brasileiros nos últimos anos na Taça Libertadores, em termos de números, não podemos dizer que o país vai mal no torneio continental. Desde 1992 o Brasil só não chegou na final em 5 anos (1996,2001,2004,2014 e 2015). Talvez até por isso muitos torcedores e mesmo jornalistas cometem o mesmo equívoco a cada edição da competição.

Sempre que os grandes times brasileiros se classificam para a Libertadores é um cenário bem comum escutarmos muitas pessoas dizerem que “nesse ano os brasileiros são favoritos e devem chegar”. Ok, os times daqui são favoritos na maioria das vezes, mas o problema é que essa opinião vêm muito do desconhecimento em relação aos times de fora. A derrota do Internacional para o Tigres reforça um pouco isso. Poucos se atentaram ao time mexicano no início da competição. Equipe forte e com dinheiro que contratou bons reforços como Guerrón e Rafael Sóbis e mesmo agora na parada para a Copa América trouxe mais bons jogadores como o francês Gignac e as revelações locais Damm e Aquino. inter tigres libertadores bola parada

Aqui no Brasil falam muito apenas das equipes argentinas, normalmente através das camisas de cada um. Tirando Boca Juniors e River Plate, os outros times são meio que desprezados por estas bandas. A maioria acha que apenas pelo fato dos brasileiros terem mais dinheiro e alguns jogadores de nome o título virá para cá quase que por osmose. E fica claro assim que um dos principais problemas do futebol nacional é a arrogância que não diminuiu nem mesmo com as sucessivas derrotas das seleções brasileiras em várias instâncias e de clubes nativos também.

O que chama a atenção dentro de campo é que não existe uma distância tática mesmo entre times mais limitados contra times cheio de “estrelas”. Um time médio de fora do país causa problema para os nossos grandes. Basta ver as últimas campanhas dos brasileiros, mesmo na Sul-Americana, competição muitas vezes desprezada aqui. O trabalho de informação e conhecimento do adversário é algo que precisa ser levado mais a sério no Brasil, e muitas vezes isso é deixado de lado. A eterna busca por um “camisa 10” nos times brasileiros também mostra bem o atraso tático em que vivemos, pois hoje a marcação e a armação de uma equipe não se resumem apenas em um jogador (inclusive voltaremos ao tema em outras colunas…). E normalmente toda essa parte tática é esquecida por críticas baseadas apenas em achismos e buscas de explicações quase que sobrenaturais.

Especificamente sobre o Inter de Porto Alegre. Penso que Diego Aguirre tem feito um trabalho interessante, mas que vive sobre intensa pressão, muito por ele ser estrangeiro. As críticas que ele sofre certamente tem esse componente de escárnio pelo fato dele “ser de fora”. O rodízio de jogadores é algo comum em vários clubes europeus e faz com que os jogadores não se desmotivem. Claro que tem de existir uma base e isso Aguirre manteve. O que muitos parecem não ver é que a muito tempo a defesa do Colorado não acompanha o nível do resto do elenco, e não é de hoje. Tanto é que o treinador uruguaio teve de recorrer a jovens nas duas laterais e eles não fizeram um grande jogo no México. De todo modo o clube gaúcho pode brigar para retornar a Libertadores ano que vem, principalmente se deixarem o treinador trabalhar (algo complicado com a mídia esportiva que temos hoje em dia).

Sobre a final da Libertadores especificamente temos sempre de lembrar as bizarrices da Conmebol. Para a decisão a discutível lei do “gol fora” não vale, podemos ter prorrogação e pênaltis, o que não tivemos nas fases anteriores e o que acho absurdo, pois muda a dinâmica de jogo. O Tigres fez uma campanha melhor que a do River, mas não pode decidir em casa. Até temos de lembrar que, para poder fazer uma competição totalmente continental e não tratar os vizinhos da América do Norte apenas como convidados, deveríamos reforçar as confederações. Mas não deixa de ser estranho ver os mexicanos ainda como os “patinhos feios” da competição. É um duelo equilibrado mas o River, que já tinha um bom time ano passado, se acertou durante o torneio e se reforçou. Vejo os argentinos um pouco em vantagem, mas não será surpresa vermos os “convidados” fazerem a festa pela primeira vez. Quem sabe isso não ajuda a diminuir um pouco a empáfia brasileira quando se trata de Libertadores e de futebol de modo geral.

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PostHeaderIcon O Pan e o Campeonato Espanhol (parte II)

Vou pedir licença ao Marco para fazer uma continuação ao ótimo texto que ele escreveu abaixo sobre a compra de direitos de transmissão por parte das nossas TVs e a cobertura do Pan-Americano principalmente por parte da Record. Ia escrever um comentário no texto dele, mas seria muito grande, então vamos a uma segunda parte…Basicamente concordo com o que ele disse nos dois temas mas gostaria de fazer algumas ressalvas. logo espn

No caso da ESPN, de fato, foi bom para o canal conseguir manter as principais ligas de futebol da Europa. No caso do Alemão e do Italiano os direitos são da FOX mas foram sublicenciados para o “canal Disney”. O Campeonato Inglês continuará com as duas emissoras nesta próxima temporada. Mas teremos possivelmente ainda neste ano uma disputa pela transmissão do torneio da terra da Rainha, valendo a partida da temporada 2016/2017. E aí a Turner (Esporte Interativo) pode entrar com mais força, até porque a situação para o canal “meio tv aberta, meio tv fechada” continua ruim. Nos fins de semana, tirando as Séries C e D, não há muita coisa para ser exibida. Sendo que o campeonato da terceira divisão nacional não é exibido nas parabólicas. Ou seja, resta a chance de adquirir o torneio inglês, até para dar uma satisfação para os fãs do canal. 

(Aliás abro um parênteses; para quem tem apenas parabólica, já é possível sentir um abandono por parte do canal que dizia ser para todos. O Esporte Interativo não tem transmitido ao vivo nem mesmo os jogos da Champions Cup, torneio de pré-temporada dos principais time da Europa. Vamos ver até quando o discurso de coitadinhos do EI vai continuar sendo usado, pois para quem assiste o canal e não tem como pagar para vê-lo na TV por assinatura, ele já não vale nada, pois esse público inicial do canal já foi abandonado).

Mas mesmo conseguindo adquirir os campeonatos nacionais europeus, a ESPN perdeu o principal torneio (Champions League) e fundamentalmente sua qualidade em termos de comentários ligados ao futebol (fato que já comentamos muito por aqui e falaremos mais em outra ocasião) e também a sua diversidade. A emissora praticamente vive apenas de Bate-Bola e Sportscenter o dia todo! Por mais que se critique o Sportv (muito por birra em relação à Globo) ele é o canal ESPORTIVO de maior qualidade no Brasil hoje em dia. A ESPN e também a FOX são, basicamente, canais de futebol e que, se sobrar tempo, falam de outros esportes. O Sportv, mal ou bem, dá mais espaço a outras modalidades e a cobertura do Pan dá a medida disso.

*****

Em relação ao torneio poliesportivo, assino embaixo em relação ao que o Marco disse sobre a Record. O discurso vazio da emissora foi ainda mais exposto com a cobertura pífia da competição realizada em Toronto. Mas uso um pouco DESTA coluna do Mauricio Stycer no UOL para comentar sobre o tema.

O colunista lembra de um certo exagero na cobertura do Pan passado em 2011 no México. Penso que o exagero que deve ser comentado é o excesso de oba-oba, fato que Stycer cita no texto, que a Record faz (e as emissoras abertas de modo geral também fazem) quando de alguns bons resultados dos brapan americano 2015 bola paradasileiros, mesmo em uma competição de nível técnico tão discutível como o Pan-Americano. O “exagero” de cobertura da Record em 2011 pode ter sido no discurso, mas em termos de exibição lembro muito bem de uma coluna do Marco no blog Tevezona, em que já havia a reclamação de alguns pelo fato da “emissora olímpica do Brasil” sonegar muitas provas importantes da competição. Talvez a cobertura de agora seja ainda pior e reserve ainda menos espaço a muitos eventos, mas essa tendência de busca pela audiência por parte da Record não vem de agora.

O grande absurdo, como já falamos algumas vezes aqui no Bola Parada, é a Record praticamente não falar de forma séria de esporte olímpico por quase 2 anos e só se lembrar que ele existe de fato na hora da grande competição. Até a Rede TV!, dentro de suas limitações e falta de qualidade, colocou um espaço nas tardes de sábado para poder mostrar algumas competições de vôlei e basquete. Nem isso a Record fez, com todo o poder financeiro que possui. Querer cobrar audiência depois de não criar uma cultura esportiva nesses anos todos em que transmite, mal e porcamente, algumas competições, fica bem complicado.

Mauricio Stycer também fala da dificuldade de qualquer emissora em criticar um evento que a própria emissora transmite. Vejo essa dificuldade maior na TV aberta, ainda que na TV fechada, a FOX coloque sempre a Libertadores como algo acima de tudo e de todos…Mas o que o colunista disse é verdade. O exagero em querer se elogiar e tentar colocar algo como “exclusivo” em nada engrandece qualquer torneio. Mais importante é transmitir de forma decente, coisa que a Record não faz nem de longe.

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PostHeaderIcon O Pan e o Campeonato Espanhol

Ontem foi divulgado o resultado sobre os direitos de transmissão do campeonato espanhol. A ESPN foi a vencedora e exibirá o torneio nos próximos anos; até a temporada 19/20. E os direitos serão sublicenciados para a Fox Sports. O detalhe curioso é o valor anual do negócio, U$ 50 milhões. Mais do que os 45 milhões que a Turner (Esporte Interativo) pagou pela Champions League. São valores altos, inflacionados pelo aumento da concorrência entre os canais fechados. E astronômicos ao compararmos com o valor cobrado pelos direitos do Brasileirão no exterior.

O acordo foi muito benéfico para a ESPN, que vem perdendo vários torneios. Também é bom para quem prefere um mercado televisivo mais desconcentrado. E com alguma qualidade nas transmissões.
espn brasil bola parada
Outro fator positivo é que a ESPN terá mais assunto para seus programas. Não precisa perder horas falando sobre filmes e animações da Disney. Fato que vem se tornando constante e repetitivo. Gostaria muito que eles parassem com essa propaganda ostensiva e desnecessária. Mas não creio que a emissora vai mudar este hábito questionável. Vai continuar com o apelido de Disney Sports por um bom tempo. Merecidamente!

* * * * *

Igualmente questionável foi a opção da Record ao desprezar o Pan e exibir o mínimo possível dos jogos. Passar a competição na Record News é um desrespeito aos fãs do esporte. Ainda mais com a cobertura precária do canal, que não é esportivo. Também não é aceitável a justificativa de que repassou o Pan para um canal fechado, o Sportv. Aliás, o Sportv acabou sendo a melhor opção para quem queria ver a competição. Ou a única, em muitos casos.

Essa atitude da Record soterra, definitivamente, o discurso vazio de ser a emissora do esporte olímpico. A Record não é, nunca foi e não será. A Record não merece o esporte olímpico. E o esporte olímpico não merece a Record. Felizmente ela não terá a exclusividade na Olimpíada do Rio.

Espero que o fato também diminua o fervor da claque de fãs da emissora. Canal de televisão não é clube de futebol. Ainda que muitos torçam por A, B ou C. Isso é infantilidade. Ou má fé. Quero muita distância desse tipo de gente. Meu negócio é esporte, só esporte.

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PostHeaderIcon País dos Absurdos

No Brasil sobrevivemos ao excesso de leis mas que, na verdade, se resumem basicamente a uma apenas, que vale para quase tudo por aqui. A Lei do Quanto Pior Melhor. Não são raros os casos absurdos em que vemos algo que já não funciona bem ser ainda mais piorado quando inventam de alterar alguma norma. Estamos assistindo agora mesmo (pelo menos quem se interessa pelo tema e não fica esperando as notícias na TV aberta, pois lá não as teremos mesmo…) a comédia pastelão da Reforma Política na Câmara dos Deputados (e que deve se estender no Senado). Mas como esse não é um blog de política, vamos falar do assunto principal por aqui, que é o futebol e, no caso, da falta de senso da CBF.

Mais uma vez temos de lembrar de uma das maiores bizarrices que já aconteceram nos últimos tempos que é essa fórmula a partir da terceira fase da Copa do Brasil. Uma fórmula que premia a incompetência, dando vaga na Copa Sul-Americana para quem perde nessa fase do torneio nacional! É o famoso “cair pra cima”. Confesso à vocês que é muito complicado poder assistir um jogo dessa fase da competição sem achar que determinado time não vai se esforçar o suficiente para avançar de fase.

E isso não é culpa da equipe, seja ela qual for. A CBF, para variar, tem total responsabilidade no caso. Assim como na situação absurda do jogo de volta entre ASA de Arapiraca (de Alagoas) e Palmeiras (de São Paulo) que jogaram o segundo jogo da série em Londrina (NO PARANÁ!). Sei bem que não é exatamente uma novidade o ocorrido. O Bragantino fez o mesmo ano passado contra o Corinthians e vendeu o seu mando de jogo no mata-mata paulista para atuar em Cuiabá e ganhar algum dinheiro com isso. dívidas bola parada

A responsabilidade da confederação que deveria cuidar dos clubes e não apenas acumular patrocínios para pagar sabe-se lá o que deveria começar com a gestão financeira. Zelar para que todos tenham uma situação mínima para conseguir jogar ao menos os campeonatos nacionais sem precisar “passar o chapéu” de forma tão humilhante como o time alagoano fez. E sabemos que não é só ele que faz isso. Grandes clubes, com dívidas até o pescoço, também vendem seus mandos de campo sem a menor cerimônia e isso é tolerado, fazendo com que o equilíbrio do torneio (seja Copa do Brasil, seja Brasileirão) se altere. Afinal, uma equipe que teve de ir até Arapiraca atuar contra o ASA teve muito mais trabalho do que o Palmeiras que praticamente atuou “em casa”.

O duro é saber que a CBF está se lixando para isso. Se preocupa em fazer política e tentar fazer com a MP do futebol, aprovada no Senado no começo dessa semana, seja mais branda com seus dirigentes e que, na verdade, nada mude. Os clubes também são coniventes ao sempre pedirem um pouco mais de tempo para pagarem suas dívidas já quase eternas. Por mais que a aprovação dessa MP tenha sido um passo perto do nada com que sempre convivemos, ainda estamos longe de deixarmos de ser o país dos absurdos. Dentro e fora de campo.

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