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Mesmice Política

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A Era da # (ou a ESPN Descendo os Degraus – parte II)

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ESPN Descendo os Degraus

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Raúl Madrid

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O Marketing da Invasão e um Resumo do Brasileiro

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Por Enquanto, Nada de Novo…

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PostHeaderIcon Mesmice Política

Aqui não é um blog de política, mas vou passar rapidamente pelo tema, mas apenas no que é relacionado ao esporte. Nos debates entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, praticamente nada foi falado a respeito do tema, tanto quanto em relação ao futebol, esporte mais praticado no país, quanto nas chamadas “modalidades olímpicas”.

Não vou dizer tanto sobre o candidato tucano mas em seu PROGRAMA de governo não aparecem mais do que frases genéricas sobre o esporte, como: “Reconhecimento da importância dos clubes na matriz esportiva nacional”, ou então “Apoio aos estados e municípios na implantação de infraestrutura esportiva nas escolas.”, todas elas sem um maior aprofundamento sobre como fazer acontecer essas ideias, boas no papel, mas que a muito não são postas em prática no país.

Procurando ver no PLANO de governo da candidata vencedora quais as ideias para o esporte em seu próximo mandato, vemos que a grande prioridade é a organização da Olimpíada em 2016 no RJ . E ao ler que ” o desafio de proporcionar condições para que o Brasil figure, em 2016, entre os dez primeiros colocados nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paraolímpicos”, sinto um grande incômodo. dilma esporte bola parada

Vivemos de candidatura em candidatura, não só agora em termos políticos, mas também em termos de eventos esportivos. Pensar na colocação em uma Olimpíada não deveria nunca ser algo mais importante do que massificar o esporte como fator de inclusão social, começando por nossas escolas. E não vejo algo que comece desde cedo por aqui.

Inegavelmente o esporte de alto rendimento deve ser incentivado. Mas colocá-lo como forma de supervalorizar um governo é algo que não me agrada. Temos um castelo de areia de resultados, ou seja, podemos ir relativamente bem em 2016, mas o crescimento do esporte não se dá apenas por medalhas, mas também por um fortalecimento real das modalidades e principalmente do hábito do brasileiro em praticar esporte, até como forma de melhorar sua saúde.

Sobre o futebol o plano de governo de Dilma fala vagamente na possibilidade de mudanças. “É urgente modernizar a organização e as relações do futebol, por exemplo, nosso esporte mais popular”. Mas até agora ela não mostrou um plano claro para isso. Não demonstrou vontade ou intenção de intervir nas confederações de qualquer esporte, sendo que algumas são verdadeiros feudos de famílias que estão no poder a muitos anos. E o fato é que não vemos sinais claros de que isso vai mudar, mesmo que, no caso do futebol, exista a iniciativa do Bom Senso F.C., que ainda é um movimento passível de alguns questionamentos, mas que pelo menos colocou em pauta a possibilidade de novidades. A atual presidente recebeu alguns dos líderes do movimento, mas por enquanto nada de prático ocorreu.

Em resumo, os próximos 4 anos não apresentam perspectivas claras de melhoras. Nem se o vencedor da eleição fosse o derrotado do último domingo. Entendo que o país têm até outras prioridades tão ou mais urgentes para serem resolvidas, mas o esporte é um microcosmo do restante das áreas de atividade da nossa sociedade e, por enquanto, as expectativas não são boas, ou no mínimo, veremos um grande mais do mesmo. Espero estar enganado, mas é isso que se apresenta até agora…

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PostHeaderIcon A Era da # (ou a ESPN Descendo os Degraus – parte II)

Numa de nossas muitas conversas por e-mail, possivelmente a pouco mais de um ano, o Marco já me alertava para algo que agora pode estar tomando forma. Depois de muitos discursos e slogans inflamados que diziam querer mostrar esporte “de forma aberta” para todo o país, mostrar muita “emoção que o Brasil merece” nas parabólicas, tudo indica que o Esporte Interativo, ao comprar os direitos da UEFA Champions League para as próximas três temporadas (a partir da próxima 2015/2016) graças ao apoio financeiro do grupo Turner, dá um passo definitivo para se tornar uma emissora de canal fechado.

Sim porque, segundo notícias divulgadas no blog do Flávio Ricco no UOL, no Radar On-line da Veja e no site Máquina do Esporte, a emissora comprou os direitos da principal competição de clubes da Europa (e possivelmente do mundo) como sendo um CANAL FECHADO, de TV por assinatura. No blog do jornalista Erich Beting podemos encontrar uma boa EXPLICAÇÃO sobre isso. Pelo visto teremos uma briga e mais uma série de lamentações por parte dos profissionais da emissora, que tentarão fazer os espectadores de “massa de manobra” para poderem entrar finalmente na Net e na Sky. Caso essa entrada não aconteça de forma rápida até o início da próxima temporada da Champions, possivelmente muitos dos jogos serão exibidos no canal Space (“o canal das fortes emoções”, segundo o sumido Mestre (!!!) Turetta da NBA) ou mesmo no TNT, no lugar de alguma reprise de filmes.

Nada contra o canal exibir os jogos em alguns outros do grupo do seu sócio. Até porque não será surpresa a colocação de muitos jogos na plataforma de internet da emissora, o EI Plus, fazendo com que muitos não tenham acesso aos jogos (fugindo daquele papo de liberdade para todos, lembram?). O que me incomoda é o discurso quase que de “coitadinhos” que muitos engolem sem saber como é o canal de fato. esporte interativo champions bola parada

Tanto sei como funciona o canal é que não retiro o que disse AQUI a pouco tempo sobre a fraqueza da grade da emissora. Ela continua ruim. Talvez eu tenha desconsiderado a chance da emissora conquistar os direitos da UCL, utilizando-se do dinheiro do sócio estadunidense, mas acho que pelo menos 98% das pessoas também pensava assim. O modo de transmitir as partidas – cheio de interrupções para propagandas de celular e “torpedos” – e alguns profissionais do canal (notadamente André Henning, Jorge Iggor e Alexandre Gimenes – ou seria Gimenez?) continuam intragáveis. Os comentaristas Vitor Sérgio e Bruno Formiga até mostram conhecimento sobre futebol internacional, mas muitas vezes se deixam levar pelo clima “descontraído” (eu já chamo de boboca) do EI. Inclusive, muitos que elogiam SEM CONHECER de fato a transmissão do canal, agora terão muito provavelmente o desprazer de ver o “pachequismo irônico” do EI (basta lembrar do chatíssimo grito de Neymaaaaaar, por parte do narrador oficial da emissora…).

*****

Eu, como telespectador, gostaria que a divisão dos direitos do transmissão de qualquer torneio, ainda mais um de boa qualidade como a Champions, fosse mais igualitária. Poderíamos ter, por exemplo, 3 canais transmitindo a competição, com cada um com uma cota de, 3, 4 jogos por rodada. Mas sei que o mundo capitalista em que vivemos não permite isso. E por isso aí entendo uma posição que provavelmente o EI terá, que é de não dividir os direitos com ninguém, após a confirmação da compra. A Fox poderia ser uma possibilidade de sub-licenciamento, desde que ela cedesse alguns jogos dos campeonatos exclusivos que possui (Italiano ou Argentino). Mas acho pouco perto do poderio da UCL. O Sportv poderia ser outro a querer negociar, talvez cedendo Copa do Brasil ou Série B, ou até mesmo algum torneio de outro esporte. Ainda que seja possível que o EI use a Champions como poder de barganha para entrar na NET e na Sky, para aí sim sub-licenciar os direitos, não podemos contar 100% com essa possibilidade, haja vista que até hoje o EI mantém exclusividade na final da Copa do Rei, da Supercopa da Espanha e da Liga Europa.

A ESPN nem entra tanto nessa possibilidade de divisão pois, após perder a Champions, não tem mais nenhum grande evento exclusivo (bom, tem o campeonato russo…). Aliás não deixa de ser irônica a situação. O EI claramente se inspira na ESPN em MUITAS coisas. O Jogando em Casa é o “Bate-Bola de sofá”. O Caderno de Esportes é o Sportscenter (se inspiraram até no cenário). Até as hashtags (#nãotamojunto) imbecis do BB foram incorporadas pelo JC. Os comentaristas de futebol americano tentam imitar o sotaque do Paulo Antunes. Mas muito pela retirada de direitos do Campeonato Italiano, lá em 2010, por parte da ESPN, o EI nutre uma certa raiva (ou paixão recolhida…) do canal da Disney (lembram do “Trajanear” do VSR?), e agora conseguiu sua “vendetta”.

*****

Eu estava a algum tempo para escrever sobre a decadência da ESPN, tanto em sua linha editorial quanto na questão dos eventos perdidos. O Marco disse basicamente tudo AQUI. Dando nome aos bois, desde a saída do José Trajano da direção da emissora, com a consequente entrada do João Palomino, a coisa degringolou. O Palomino, como apresentador e narrador, sempre pareceu ser um cara muito solícito e educado. Parecia ser da confiança do Trajano. Porém, isso não garante que ele seja um bom gestor e, infelizmente, ele não vem mostrando essa firmeza necessária para manter o que dá certo e tentar melhorar no que não está tão bom. A mudança terrível do Bate-Bola da tarde, que virou um programa sem personalidade, com dois apresentadores e privilegiando as entradas ao vivo ao invés do debate, mostra que o canal está meio perdido, tentando audiência a qualquer custo e piorando a sua qualidade. novo bate bola - bola parada

A perda da Champions por parte da ESPN representa o fim de uma era de boas transmissões, mas como disse o Renan nos comentários do texto anterior, mostra bem o momento em que estamos atualmente: “estamos numa fase ruim da tv, sem muito senso crítico, sem muita preocupação com o conteúdo (o que é grave no caso da ESPN em que se gabam tanto pelo “jornalismo de qualidade”). Vivemos na era da rechitégui. E ela vai passar, como tudo passa.”

Apesar de torcer que o EI possa fazer uma boa cobertura do torneio que acabou de adquirir, não tenho muitas esperanças de que a era do # possa passar. Temo até que ela possa piorar…Infelizmente…

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PostHeaderIcon ESPN Descendo os Degraus

Eu não acompanhei o início da ESPN. E nem o “meio”. Muito raramente, na casa de algum conhecido que era assinante, assistia um jogo ou programa. Só ouvia falar, quase sempre bem. E ficava encucado, pois nunca fui muito fã de alguns nomes mais conhecidos da emissora. Basicamente os da velha guarda; a geração mais nova eu só lia alguma coluna pela internet. E olhe lá.

Mas nos últimos 4 (ou pouco mais) anos, eu assisti muita coisa na ESPN. Até por não ter grandes opções; alguns jogos no Sportv (Premiere) e … E aquele canal fantasma. A Raposa Esportes ainda não atende minhas expectativas.
logo espn
Acho que dei azar. Só tenho visto a ESPN regredir. Ela vem perdendo eventos, pessoal e qualidade. É claro que a chegada de um grande concorrente (Fox Sports) iria causar impacto. Isso começa pelas concorrências internacionais, e não é de inteira responsabilidade da direção local da ESPN. Mas o resto é, e aí tenho que reclamar. Mesmo respeitando as opiniões contrárias, não concordo com as seguintes opções da ESPN:

1- Com a perda de torneios, a emissora optou por rechear a grade com mais edições do Bate-Bola e do SportsCenter. Mas exagerou, ninguém aguenta tanta “figurinha” repetida.

2- Não bastasse as várias edições destes programas, a linha editorial foi alterada, privilegiando brincadeiras e assuntos popularescos. Estão muito perto do estilo Milton Neves de ser.

3- Também exageram no uso da interatividade com redes sociais. As # e mensagens do Twitter ganharam um espaço indevido. Não suporto mais ver/ler mensagens mal redigidas e sem sentido rodando nos letreiros do rodapé.

4- Demitiram profissionais mais experientes e contrataram outros de qualificação discutível. Principal sintoma dessa opção foi a “quase” demissão do Lúcio de Castro. Não foi, mas não fica nem no banco de reservas.

5- A sucursal do Rio deixou de ter um estúdio e entradas ao vivo. Virou uma redação fantasma. Pra quem deveria ampliar as sucursais pra outros Estados, péssimo sinal.

6- Não vejo sentido algum na manutenção de 3 canais (ou 5 contando os HD). A emissora não tem produtos para preencher tanto espaço. Nem apelando pra esportes de longa duração, como o tênis e o futebol americano.

No próximo ano a ESPN vai perder a Bundesliga, talvez a Champions (isso ainda será definido). E as alternativas são pouco animadoras, o Portuguesão, o Russão, o Tequilão, a Copa da Argentina e por aí vai. Mesmo o Francesão, não é essa champanhe toda. Se usarmos a Teoria do Degraus (do PVC), a ESPN terá descido uns 3 degraus em pouco tempo. Ainda faltam vários degraus pra chegar no patamar da Band Sports, mas tá indo pelo mesmo caminho.

* * * * *

Por força maior, assisti duas edições (ou parte), do Extra Ordinários. A teoria é até interessante, mas a prática é horrível. Juntaram vários destrambelhados (e engraçadinhos) pra falar sobre qualquer coisa. Inclusive futebol. Mas não se aproveita quase nada. Se é pra falar sobre o nada, prefiro uma reprise do Seinfeld.

* * * * *

A Fox Sports tá virando um Benja Show. Ou já é. É Benjamim 24 horas!
E outra coisa, vocês sabem me dizer a diferença entre o FS Rádio e o Expediente Futebol?? Talvez a cor da mesa seja diferente.

Por outro lado, na Fox Sports 2, o WWE tá dominando tudo. As crianças estão adorando.

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PostHeaderIcon Raúl Madrid

Ele nunca foi uma unanimidade no mundo como grande craque, ainda mais pela falta de títulos na Seleção Espanhola. Mas no Real Madrid, Raúl González foi por 16 anos (entre 1994 e 2010), uma referência no ataque da equipe merengue. Também não é para menos. Em 741 jogos Raúl marcou incríveis 323 gols, sendo o maior artilheiro da história do clube madrilenho.

Na UEFA Champions League ele também detém uma marca importantíssima. É o jogador que mais fez gols, contando apenas as fases principais da competição. Porém seus 71 gols devem ser ultrapassados brevemente por uns tais de Messi e Cristiano Ronaldo…

Sendo assim, como logo logo ele não será mais recordista de gols no torneio continental, nada mais justo do que lembrarmos 10 dos mais bonitos gols que ele fez nessa grande competição.

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PostHeaderIcon O Marketing da Invasão e um Resumo do Brasileiro

Não chega a ser nenhuma novidade, mas cada vez mais vemos isso se tornar uma praxe no futebol brasileiro. Um time grande começa a ir mal em algum campeonato, perde dois ou três jogos seguidos ou pior ainda, é eliminado em algum torneio. Podemos sentar e esperar a hora de alguns desocupados “invadirem” o CT desse time, dizendo que “acabou a paz” e exigindo (!!!) mudanças. Na última semana vimos a cena se repetir no Corinthians e no Botafogo. Por motivos diferentes, mas com o mesmo objetivo.

Não tenho muitas dúvidas que essas torcidas aproveitam o momento ruim dos clubes para fazer um “marketing” de suas marcas, tentando também mostrar força perante aos seus rivais. É difícil para mim perceber como uma pessoa pode achar que vai melhorar o seu time, indo no local de trabalho pressionar os atletas a jogarem mais e conquistar resultados. Certamente esse pessoal não iria gostar que fizessem o contrário com eles. invasão ct bola parada

Mas o que mais me espanta é o espaço que a mídia dá para esse tipo de coisa, sem questionar tanto o fato em si. Ela a meu ver participa desse espetáculo, dando o palco que esses desocupados travestidos de torcedores precisam para “brilhar”. E tome entrevista, por exemplo, com o chefe da facção que está extinta pela justiça, mas continua agindo na cara de todo o mundo. Por sinal tivemos mais um confronto no, aí sim, palco real desses caras, o campo de briga, que “por acaso” era uma rodovia de São Paulo. Palmeirenses e Santistas se enfrentaram e tivemos mais um morto. Lamento pela família, mas infelizmente é algo esperado num encontro de variados tipos de marginais.

Voltando ao tema das invasões de centros de treinamento. Me parece que só quando ocorrer uma tragédia com algum atleta é que se atentarão para o fato de que esse espetáculo de baderneiros entrando livremente nos campos é algo muito perigoso. A mídia erra ao amplificar e dar espaço para esse tipo de gente, mas os clubes e seus presidentes, que normalmente são mancomunados com essas “torcidas organizadas” erram ainda mais ao permitem um acesso livre nos campos de treinamento, o que pode vir a causar algo mais sério.

Para evitar isso uma ação mais efetiva da polícia, prendendo os bandidos, e uma legislação esportiva que punisse o clube por esse tipo de ação poderia ajudar a diminuir essa sensação de impunidade e de “vale-tudo”. Mas esperar isso do Governo Federal que vem por aí (seja ele de qualquer partido que disputa a eleição) é quase uma utopia. Política esportiva por aqui é só fazer propaganda de grandes eventos e não muito mais do que isso.

*****

dedé cruzeiro bola parada Sobre a rodada do Brasileirão: O Cruzeiro mostrou sobriedade num momento complicado e venceu o Vitória em Salvador. Dedé tão criticado (de forma justa) pelas últimas más atuações fez o gol da vitória e é um daqueles indícios de que o time, mesmo mal, tem reserva técnica para se manter na frente.

O São Paulo bobeou em alguns jogos em casa depois de vencer o Cruzeiro e com isso viu a desvantagem para o time mineiro subir para sete pontos, diferença complicada de se tirar sem os confrontos diretos. Parece agora ser mais racional o Tricolor Paulista tentar se manter na vice-liderança e procurar vencer a Sul-Americana, ainda que o calendário seja apertado para quem tem essas duas competições em disputa.

O Atlético/MG, mesmo sem ter um time brilhante tecnicamente, reagiu depois da saída do Ronaldinho Gaúcho e do Jô. Mostra ter um time mais solidário que pode incomodar pela vaga na Libertadores. Precisamos ver como pode lidar com um jogo complicado na semifinal da Copa do Brasil contra o Flamengo. Chega com mais responsabilidade do que no confronto contra o Corinthians, em que conseguiu uma virada inesperada.

O Inter mais uma vez decepciona e se mostra muito irregular, mesmo para conseguir ficar no G-4. Corre o risco de ser ultrapassado ainda. Corinthians, mesmo jogando abaixo do que pode, Grêmio e mesmo Santos e Fluminense ainda podem brigar.

Na parte de baixo o Palmeiras (e a mídia empolgada) voltaram à realidade com a derrota para o Santos no clássico de ontem. Passa a impressão de que Botafogo e Criciúma são os times mais limitados para saírem da zona de risco, mas o Coritiba e os dois baianos também vem muito mal. O excesso de “concorrência” pode salvar o alviverde…

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PostHeaderIcon Por Enquanto, Nada de Novo…

Em tudo na vida é complicado vermos uma mudança de postura e jeito de se fazer as coisas de forma rápida. Temos de contar com o tempo para ver algo de efetivo acontecer, e se vai mesmo se tornar realidade…Porém certas coisas dificilmente se alteram, mesmo com mudanças, revoluções, tragédias…Depois dos dois últimos amistosos da Seleção Brasileira vimos isso claramente.

Primeiro no estilo de jogo que Dunga implanta na equipe. Ainda que em alguns momentos a Seleção tenha jogado com dois meias mais ofensivos (William e Oscar e depois Everton Ribeiro e Phillipe Coutinho) e tenha chegado ao ponto de atuar só com um volante (Souza), quando o jogo contra o Japão já estava resolvido é bom lembrar, a equipe continua privilegiando o contra-ataque em relação à troca de passes mais demorada e apurada. É um modelo competitivo, que pode trazer resultados. Mas para quem esperava algo mais após à Copa do Mundo, me parece que teremos de esperar um pouco mais.

Dizendo isso não quero dar um veredicto definitivo em relação ao trabalho do novo (“velho”) treinador do Brasil. Digo velho pelo fato dele já ter tido uma oportunidade rara, que foi ter conseguido ficar por 4 anos, um ciclo inteiro pré-Copa, algo raríssimo para um treinador brasileiro. Ele pode mostrar evolução e colocar o time para jogar de forma firme na defesa, mas com uma inventividade que ainda não vimos nos times com o seu comando. Tirando a qualidade latente de Neymar, o time se mostrou ainda muito dependente da bola longa, da retomada e da corrida. Isso contra um time que se expõe e tenta jogar de igual para igual, como é o caso da Argentina, funciona bem, mas pode ser complicado contra adversários retrancados. dunga brasil argentina bola parada

Porém, ao ver Dunga tentando provocar os argentinos de forma ridícula, fazendo um gesto estranhíssimo que pode muito bem ser relacionado ao uso de drogas por parte dos adversários é algo que me faz ter um pouco menos de esperança em uma mudança de perfil do comandante. E isso é algo que pode fazer diferença lá na frente. O time pode não saber como reagir à uma desvantagem e se enervar de forma perigosa.

O que preocupa também é a análise maniqueísta da imprensa que se exalta com vitórias em amistosos, se esquecendo de como elas acontecem. Tostão em sua coluna semanal disse: “O destempero de Dunga é tratado por muitos como algo engraçado, interessante, folclórico. Enquanto o Brasil vencer, tudo será permitido.” . Não quero aqui dizer que o treinador deva ser criticado por antecedência, de forma a não valorizar virtudes que possam vir a aparecer. Mas também o ufanismo e a tendência à soberba que temos em nosso futebol podem ser fatais para a melhoria do nosso futebol…Até parece que o 7×1 já ficou para trás e ele tem de ser lembrado; não apenas pelo resultado, mas por mostrar que nosso futebol está longe de uma soberania que muitos ainda acham que existe, já que para muitos, ganhar da Argentina é a salvação de todos os problemas. E o caminho para isso ainda é longo…

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