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PostHeaderIcon Eugenie Bouchard, Musa do Tênis

Aproveitando a semana de estreia do US Open, mesmo que você não goste de tênis, separe um tempinho para apreciar as belezas que entrarão em quadra em Nova Iorque.

Uma delas é a jovem estrela Eugenie Bouchard. A gracinha abaixo nasceu no Canadá, tem apenas 20 aninhos e já chegou a final de Wimbledon esse ano. Foi semifinalista nos outros 2 Grand Slam do ano (Austrália e em Roland Garros), o que a credencia para uma boa campanha nesse US Open.

Olho nela!

 

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PostHeaderIcon Chuta (e Arma), Meu Filho!

Faço agora uma pequena “réplica” ao texto do Marco a respeito do posicionamento em campo do Paulo Henrique Ganso. Como disse nos comentários é evidente que não dá para tolerar um certo sono que, às vezes, o atual camisa 10 do São Paulo mostra em campo. A última vez que vimos isso foi na patética eliminação Tricolor na Copa do Brasil contra o Bragantino. Mas pelo que estamos vendo neste atual Campeonato Brasileiro não podemos dizer que o jogador está totalmente adormecido. Mas quero falar mais sobre o posicionamento dele em campo e da ideia de que ele precisa entrar mais na área.

Muricy Ramalho sempre fala que o seu meia esquerda deve entrar mais na área, buscar chegar na conclusão das jogadas e chutar mais a gol. Essa opinião é compartilhada pelo Marco e eu entendo a razão desse pensamento. No futebol brasileiro pós anos-80 foi criada a partir dos nossos treinadores uma divisão entre “volantes marcadores” e “meias ofensivos”. Basicamente os times que atuavam no 4-4-2 tinham dois volantes mais pegadores e que pouco saiam para o jogo e dois meias, às vezes com um mais “clássico” e um mais incisivo, ou rápido. Com o passar do tempo e com os times atuando muitas vezes no atual sistema “da moda”, o 4-2-3-1, tivemos a colocação de mais jogadores rápidos, os “de lado do campo”, que diminuíram ainda mais o espaço de jogadores mais cerebrais, que pensam o jogo e valorizam o passe. ganso tática bola parada

Ao dizer isso, penso que Ganso não precisa necessariamente jogar, e principalmente ser cobrado, como um meia goleador, que marque em todo o jogo. Ele é muito mais um antigo camisa 8, como tínhamos no passado, aquele que constrói a jogada. Sem querer cometer nenhuma heresia, até porque não os vi jogar ao vivo, penso que ele é muito mais um Didi, um Gérson, do que um Dirceu Lopes ou um Rivellino. Ele seria o chamado meia armador e não um meia ofensivo.

Em termos atuais sempre imaginei que ele poderia atuar mais ou menos como Xavi, Pirlo ou mesmo Schweinsteiger, fazem em suas equipes. Construindo o jogo do time a partir de uma linha próxima aos volantes e, além de ser protegido por eles, poder se movimentar e aparecer como elemento surpresa na frente, vindo de trás. (uso um pequeno desenho tático de como o Ganso poderia atuar, apenas como exemplo…)

Compartilho portanto a opinião do craque (esse era craque mesmo, segundo relatos) e comentarista Tostão, que vem sistematicamente abordando este tema em suas colunas. Além de defender esse posicionamento mais centralizado do Ganso, ele lembra que não podemos analisar o seu futebol apenas pela expectativa que foi criada sobre ele lá em 2010, como se ele fosse um craque sobrenatural. Temos de lembrar das lesões que ele teve e ver que ele enfrentou um período complicado na parte física. Dizer que ele tem de ser a “solução” para a Seleção também é um exagero, mas que ele pode vir a ser considerado nas próximas listas, isso pode.

*****

Pode parecer um pouco estranho eu dizer que prefiro um Ganso armador do que um goleador, justamente agora que ele vem de dois jogos fazendo gols e sendo decisivo. Até entendo que o Muricy tomou uma medida interessante para fortalecer a defesa são paulina, que não é um primor de qualidade técnica. Quando o time não têm a bola, ele e Kaká marcam pelos lados e ajudam na recomposição da equipe. Talvez não seja o ideal para quem imagina um futebol mais fluido, mas analisando o atual elenco do São Paulo foi uma forma encontrada para que o time parasse de ser tão vulnerável como vinha sendo. kaká ganso bola parada

Mas aí volto ao que costuma dizer o Tostão. A entrada do Kaká no time, mesmo que não esteja mais no auge da forma, ajuda muito o Ganso pois com ele na equipe a marcação adversária fica dividida e o ex-milanista, com sua qualidade e experiência pode muitas vezes entrar na área, sem sobrecarregar o camisa 10 Tricolor. Ou seja, um meia armador (no caso o Ganso) com um meia ofensivo (Kaká) não se anulam e sim se completam. E essa confusão é feita muitas vezes na hora de analisar o que cada um faz no campo. Alguns já chegaram a comparar Ganso com Ricardo Goulart, o que beira o absurdo se formos comparar a diferença de estilos.

Resumindo: não quero que o Ganso não chute a gol, ou fique dois anos sem marcar, como chegou a brincar (com um quê de seriedade) o Muricy. Mas a função principal dele a meu ver é armar e passar bem, conduzindo o time no meio campo.

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PostHeaderIcon Chuta, Meu Filho!

A coluna de hoje é no estilo curtinhas. Começando pela convocação do Dunga. Não existem mais os acertos unânimes ou os erros crassos. Eu não teria chamado o Hulk, Willian, Fernandinho e os laterais do Porto. Mas as alternativas não são muito melhores. Vivemos num futebol nebuloso. No reino da mediocridade (no sentido de real da palavra). E isso não é culpa direta do Dunga. Assim como não era culpa do Felipão ou do Mano. É a nossa realidade.

Por outro lado o Dunga chamou um meia de verdade, o Philippe Coutinho, o Miranda, Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e o Tardelli (que não é mais o 9 fixo). Não vou garantir que vão vingar; não sou vidente. Mas penso que merecem a oportunidade. Sendo que Miranda e Tardelli já deveriam ter sido convocados pelo Felipão.

De todo modo é uma seleção que não empolga. E assim será, até 18. Ou até mudarmos a estrutura do nosso futebol e a formação de jogadores.

* * * * *
ph ganso
Ontem o Ganso fez um gol, na vitória do SPFC sobre o Inter. E novamente surgiu o papo sobre ele entrar na área e ser mais ativo. Novamente o Muricy bateu nessa tecla. Mas não acredito que surta efeito.

Há alguns meses, num jogo onde o Ceni cedeu a cobrança de um pênalti para outro jogador, pensei em abordar o assunto. Mas haviam outros temas mais importantes. Hoje faço a pergunta: O que impede o Ganso de treinar e bater pênaltis, faltas ou chutar de longe? Nem precisa entrar na área, chuta de fora. Ele já pega bem na bola, basta treinar. A “mecânica” é parecida, entre lançar e chutar. Só precisa aplicar mais força e direção. Isso é coisa de treinamento. E o São Paulo precisa, o Ceni já está em vias de se aposentar. Quem vai ocupar a vaga de “cobrador oficial”?

Só como comparação, lembro do Rooney. Atualmente ele joga mais recuado. Mas continua com fome de goleador. Abriu um espaço e ele manda o canudo. Bate faltas e pênaltis. Nos caso de pênaltis o cobrador oficial é o Van Persie, mas na falta deste…

Até quando o PH Ganso vai ser o “Belo Antônio”??

* * * * *

O Palmeiras está numa sinuca de bico. Apostou num técnico argentino e na importação de jogadores. Uma aposta arriscada e que exige tempo. Mas o Brasileirão está quase na metade e a SEP está na lanterna. O tempo joga contra o Gareca e o elenco (apenas mediano).

A imprensa, que adora uma crise em clube grande, não cansa de falar na queda do Gareca. E no aparecimento de um salvador da pátria. Mas este filme nem sempre acaba bem. Demitir um técnico é fácil. Mas o que vão fazer com os jogadores que ele pediu? Será que o novo técnico vai trabalhar com o mesmo elenco?

* * * * *

A maioria das pessoas, mesmo os corintianos, não se deu conta do absurdo da venda do zagueiro Cleber. O defensor acaba de ser negociado com o Hamburgo, por 8 milhões de euros; com 0,00 pro Corinthians. É uma insanidade total!! O Corinthians, clube com maior receita do futebol brasileiro, traz um jogador da Ponte e aceita um contrato onde ele só tem ônus. Se fosse o Messi, vá lá. Mas era o Cleber, zagueiro da Ponte. Aliás, o Corinthians é que foi a “ponte”. Foi a vitrine pros empresários exibirem o jogador e lucrarem muito.

Espero, sinceramente, que alguém do Corinthians tenha levado uma grana por fora. Pois, se aceitaram o negócio como foi noticiado, é o fundo do poço da gestão “profissional”. 100% inadmissível!

* * * * *

Vocês perceberam a campanha maluca que o Botafogo está fazendo? Empatou com o Cruzeiro, Inter, Corinthians e venceu o Fluminense. Já na hora de enfrentar os últimos da tabela, é um fiasco total. Vai entender…

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“Ele é o melhor jogador brasileiro. Para ter carimbo de craque, tem de ter o carimbo de campeão do mundo nas costas. Mas vamos trabalhar, na seleção, para ele jogar acima da média que define um craque”.

Essas são palavras do técnico da Seleção Brasileira Dunga a respeito de Neymar. Ao mesmo tempo em que o treinador usa um conceito mais rígido para definir como se conhece um craque, ele utiliza um rótulo para fazer essa identificação, o que é sempre muito perigoso em qualquer parte da vida. No futebol porém esse tipo de coisa é muito, mas muito frequente mesmo…

Falando especificamente do conceito “dunguístico”, podemos enxergar uma certa crítica velada em relação à geração que ele sempre combateu com críticas e ironias: a da Copa de 1982. No confronto entre o futebol bonito da equipe de Telê Santana e o futebol prático e eficiente, mas sem muita beleza, do time orientado por Carlos Alberto Parreira em 1994, Dunga sempre foi um soldado, tanto dentro quanto fora de campo, do time que ganhou o Tetra nos EUA. Ele sempre deixou claro que se incomoda com as críticas que aquela equipe que venceu o título mundial sem um grande brilhantismo sofreu e ainda sofre. Portanto nada melhor do que reafirmar que, para ser um vencedor de fato no mundo do futebol, é preciso ser Campeão do Mundo. dunga neymar bola parada

Porém, o conceito de craque não pode ser definido apenas por a conquista de títulos. Até entendo que Dunga não queira exaltar demais o seu principal jogador antes de vê-lo em ação. Compreendo também que a mídia muitas vezes eleva antes da hora um jogador ao patamar de grande jogador, mesmo quando este atleta ainda não é completo. Mas atrelar apenas ao número de taças conquistadas a capacidade de um jogador é um pouco exagerado.

Nem vou citar tantos nomes, lembro apenas de Van Basten, Weah, Nedved e, para ficar entre os brasileiros, Dirceu Lopes, Falcão e mais recentemente Alex, que são grandes jogadores, craques com a bola no pé, mas que não venceram uma Copa. Por essa razão deixam de ser fora de série? Penso que não…(se não citei algum outro, podem lembrar nos comentários…)

*****

No dia a dia corrido do futebol também temos os rótulos prontos, sempre utilizados depois de cada resultado. Basta uma vitória para vermos o “agora vai” ou o “o time jogou com alma”, quando passa por dificuldades. Ao contrário, quando temos uma equipe com uma sequência de derrotas, já ouvimos que “a crise está instalada” ou que “o treinador vai cair” a qualquer momento…gareca bola parada

Ouvi tudo isso ontem depois dos dois clássicos estaduais do Brasileirão. Logo após um primeiro tempo medíocre (dos dois lados) entre São Paulo e Palmeiras, o Tricolor, por ter mais qualidade técnica conseguiu vencer no finalzinho um Palmeiras ainda em formação, mas que já tem um treinador (o argentino Ricardo Gareca) sob risco de queda. Compreensível dentro do sistema quase terrorista em que vivemos no nosso futebol, inflado muitas vezes pela mídia que adora repetir a ladainha de que é preciso “dar tempo” para o treinador trabalhar, mas é a primeira a dizer que ele “não dura mais 2 jogos”. Compreensível portanto, mas na verdade é um completo absurdo não deixar um treinador que veio de outro país e que ainda conhece seu elenco, sair dessa forma.

No clássico do RJ, o antes tão elogiado Cristóvão Borges já enfrenta reclamações. De fato a eliminação estranha frente ao América/RN na Copa do Brasil é passível de críticas, mas dizer que o time está “em crise” depois de perder um clássico é algo que não me entra na cabeça. Mesmo a substituição pela qual ele está sendo criticado (troca de Cícero por Walter) não me pareceu naquele momento errada. Cícero é um bom jogador, mas muitas vezes parece achar que joga mais do que joga de fato. Com a entrada de Walter ele tentou surpreender o Botafogo com mais ofensividade e o time até melhorou. Mas o time alvinegro jogou de forma organizada o tempo todo e conseguiu fazer o 1×0, que desnorteou o time das Laranjeiras. botafogo fluminense bola parada

Apesar de mostrar essa organização e ter um bom trabalho de meio campo, bem diferente do início do campeonato, muitos dirão que o Botafogo venceu o clássico apenas pela injeção financeira que teve durante a semana, com a quitação de parte dos salários atrasados. Evidentemente que esse fator é algo que faz com que o time entre mais concentrado em campo. Mas me espanta como a mídia procura sempre o caminho mais fácil para resumir uma vitória ou uma derrota. O futebol não se faz APENAS de resultados e de conceitos pré-definidos. Se fosse assim não precisaríamos analisar e simplesmente poderíamos esperar os resultados. Saber enxergar além do óbvio muitas vezes é necessário.

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Meu gancho inicial será o desempenho (péssimo) dos tricolores e do Inter na Copa do Brasil. Não exatamente o desempenho em campo, mas a gestão destes clubes. Destes e de todos os demais. Não consigo entender a fixação de nossos clubes em insistir nos mesmos erros de sempre. Nem pra tentar novos erros.

Francamente, não aguento mais acessar um site esportivo ou ligar a TV e ouvir que o Assis tá leiloando o Ronaldinho Gaúcho, que o Robinho tá voltando pro Santos, que o São Paulo tá trazendo outro meia e/ou atacante, que o Palmeiras continua enroscado com o Valdívia, Felipão no Grêmio e coisas assim. Qual o “pojeto” desses clubes? Existe algum critério na escolha das contratações? Ou querem apenas dar uma satisfação pra torcida? O que eu mais escuto são declarações de que “fulano é ídolo do clube”. E aí eu conserto a frase: FOI ídolo! Não desrespeitando o passado do jogador, mas lembrando que ninguém é eterno. Pelo menos dentro de campo.
robinho do Santos
No caso do Palmeiras existe o agravante do técnico Gareca não conhecer nosso futebol e só pedir jogadores argentinos. Nada contra ele ou os jogadores, mas esse é um ônus de trazer um treinador de fora. O sujeito precisa de tempo (6 meses no mínimo) pra se ambientar. Mas o Gareca já está balançando. Mais algumas derrotas e ele corre o sério risco de ser demitido. Aí entra um outro técnico e ele vai dispensar os recém contratados e pedir os que ele conhece (ou gosta). E tome torrar mais dinheiro e endividar (mais) o clube. Esse é o padrão, quase geral.

O São Paulo, já recheado de estrelas (algumas cadentes), após perder o volante/zagueiro Rodrigo Caio, por contusão, reforçou o elenco com um meia (ou ala) veterano, Michel Bastos. A defesa? Ah, defesa não dá “ibope”. Nem zagueiro, nem laterais e nem goleiro. Talvez tentem prorrogar o contrato do Ceni até 2020. É ídolo!

O pior de tudo é ver que grande parte da imprensa esportiva e dos torcedores apoiam esse comportamento perdulário e tresloucado dos clubes. Gastam mal, quase sempre repatriando jogadores (caros) sem espaço nos clubes europeus, e vendem pior ainda, jovens que poderiam evoluir aqui. É a solução fácil e populista. Nenhum olha o elenco e busca suprir as carências. Trazem um figurão e lavam as mãos. E tem muita gente que ainda aplaude isso. Então tá!!

* * * * *

Na semana passada tivemos a entrevista do Maurício Assumpção no Bola da Vez. E a saída do Andrés Sanchez da direção do Itaquerão. Isso somado com a notícia do calote do Andrés no pagamento de tributos que o Corinthians deveria recolher ao fisco.

No Bola da Vez, entre outras declarações esdrúxulas, o presidente do Botafogo defendeu a intermediação feita pela empresa de seu pai, junto ao patrocinador principal do clube. Ainda revelou que um diretor ficou de encaminhar um possível patrocínio de uma empresa de telefonia. E um ex-dirigente havia prometido apresentar um possível patrocinador, do “mundo árabe”. Todos, obviamente, recebendo comissão pela intermediação.

Chego à conclusão que essas empresas, gigantescas, não têm capacidade para ligar pro clube e negociar um espaço na camisa. Nem suas agências de publicidade. É uma tarefa dificílima, que exige alguém com um talento especial. Só não me perguntem que talento é esse. Mas isso explica, em grande parte, o motivo de grandes empresas não patrocinarem nossos clubes.

Algo parecido aconteceu com o Andrés e sua busca por negociar o nome do estádio do Corinthians. Passou 2 anos falando que o negócio estava 90% acertado. Mas ainda estou esperando esses milhões do “Nome Direitos”. Só vi os 180 milhões da dívida fiscal que ele deixou pro Corinthians pagar. Maravilha, Alberto!

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PostHeaderIcon Regulamento Bizarro e a Miopia Tricolor

Provavelmente nunca saberemos de fato, mas para sempre teremos a suspeita das eliminações de São Paulo e Fluminense na Copa do Brasil de 2014. Depois de terem vencidos seus jogos de ida, fora de casa, os dois Tricolores perderam de forma bizarra em casa para Bragantino e América de Natal respectivamente. A derrota do Fluminense foi ainda mais assustadora em termos de placar; após vencer por 3×0 fora de casa e abrir uma vantagem de 2×1 no jogo de volta no Maracanã, o time carioca tomou uma virada incrível e perdeu de 5×2.

Se talvez nunca teremos a certeza plena de que os times não se esforçaram para evitar a eliminação e assim poderem disputar a Sul-Americana, podemos afirmar sem a menor sombra de dúvida que esse regulamento da Copa do Brasil que dá vaga à competição internacional é mais do que ridículo, por poder propiciar essa situação e essa dúvida na cabeça de muitos. Premiar a incompetência já é algo por si só lamentável. Além disso os critérios para levar um time do Brasileiro para a Sul-Americana já estão errados a algum tempo. Só para se ter uma ideia, o Fluminense disputou a final do torneio continental em 2009 depois de ter sido décimo quarto (!!!) colocado do Brasileirão de 2008! Na ânsia de poder colocar mais times de maior torcida com chances de participar da Sul-A, a CBF permite esses absurdos. copa do brasil américa flu bola parada

Claro que Ceará (que eliminou o Inter e também segue na Copa do Brasil), América de Natal e Bragantino merecem elogios por fazerem um bom trabalho. O Ceará inclusive vem muito bem na Série B. Mas a existência de um regulamento como esse num torneio tão importante faz com que algumas dúvidas apareçam.

*****

No caso específico da eliminação do São Paulo, poderíamos até estranhar mais a apatia do time depois de levar o gol de empate do time de Bragança, caso isso fosse uma novidade. Mas para quem acompanha os jogos do Tricolor sabe que isso é corriqueiro. É um time que dá muitos espaços no meio campo e é instável em confrontos onde tem de propor jogo. Não tem variação de jogada e trabalha demais apenas nas jogadas individuais. E sofre muito na defesa, tanto nas bolas pelos lados quanto nas jogadas aéreas.

Ao ver tudo isso a diretoria teria até a obrigação de trazer um zagueiro e um volante para reforçar e qualificar esses setores da equipe. Ao invés disso trazem Michel Bastos, que até é um bom jogador para compor elenco, mas não é o cara que o time precisa NESTE momento. Joga muito mais como meia ofensivo pela esquerda, nem para “enganar” como volante pode ser tão considerado. copa do brasil são paulo bragantino bola parada

A atual postura da diretoria são paulina lembra muito a arrogância da diretoria do Real Madrid na primeira época de Florentino Perez por lá. Depois de vender Makelele para o Chelsea e deixar o ídolo Hierro sair, o presidente do clube merengue começou a achar que um time era feito de estrelas e jovens, numa mescla que ficou conhecida como a era dos “Zidanes e Pavones” (Pavón era um jovem zagueiro da base madrilhenha à época). Só que era algo feito basicamente para reforçar o ataque do time com contratações de impacto, mas que não privilegiava reforçar a defesa da equipe. Por anos o time madrilenho sofreu com essa postura que ainda existe hoje em dia, mas em menor escala.

Por aqui, além de não ter nenhum Zidane na equipe, o São Paulo sofre por estar preso com duas figuras relevantes da história do clube, mas que ultimamente têm mais prejudicado do que ajudado a equipe. Rogério Ceni tem falhado demais. Por uma insistência em permanecer jogando quando talvez já pudesse estar, no mínimo, atuando menos e se preservando para não ser tão criticado, e pelo fato de não ter reservas confiáveis, num claro erro da transição para sua sucessão no gol são paulino, vai acumulando falhas, manchando assim a sua carreira. Por sua vez Muricy Ramalho coloca mais uma eliminação patética à sua conta. Desde o ano passado já caiu para a Ponte Preta na Sul-Americana de 2013 e para a Penapolense (!!!) no Paulista deste ano. Aceita os reforços ofensivos que vem recebendo e não cobra, e nem consegue proporcionar, melhorias para a fraca defesa do time. Dá pouco espaço para os bons jovens da equipe poderem atuar mais e insiste com alguns nomes de forma teimosa. Teve os seus méritos na recuperação da equipe ano passado, mas neste ano não conseguiu até agora fazer a equipe ser uma equipe de fato.

Com o que gasta e por algumas individualidades, o São Paulo pode até conseguir uma vaga na Libertadores via Brasileirão. Na Sul-Americana, torneio que o time vai disputar graças, pelo que vimos (e pelo que não sabemos) à sua incompetência, não vejo essa equipe com força para disputar o título, ainda mais num torneio mata-mata. A diretoria por enquanto, e pelo visto até o fim do ano, fecha os olhos para esses problemas…Mas depois da notícia de que o BARCELONA quer contratar o lateral-direito DOUGLAS (!!!!!!) podemos ter a tranquilidade de saber que a miopia não é algo que afeta apenas os cartolas brasileiros…

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