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A Eterna Corda Bamba e o Aniversário

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PostHeaderIcon A Eterna Corda Bamba e o Aniversário

Como já disse muitas vezes aqui, a imprensa esportiva brasileira vive um momento de excesso de gracinhas, desinformação e vontade de criar polêmicas fáceis. Além disso não resiste à tentação de sempre querer lançar novos ídolos, mas mesmo assim não tem pudor em querer destruí-los com a mesma velocidade. Não é algo que me surpreenda mais, mas não deixa de ser inacreditável a relação da mídia com os treinadores. A cada rodada do Brasileiro temos novos “gênios” e “fracassos definitivos”. E tudo muda com uma rapidez insana.

Roger, ex-lateral-esquerdo e agora técnico do Grêmio (e por ser técnico tem de ser chamado pelo nome completo, Roger Machado) é o novo “queridinho” da vez. Chegou para substituir Felipão na terceira rodada do campeonato e em tão pouco tempo já “mudou o Grêmio”. Com algumas vitórias em um torneio tão equilibrado já foi alçado à categoria de grande técnico e principal responsável pelos triunfos gremistas. Não se analisa o fato dele já ter trabalhado antes com auxiliar de Luxemburgo no próprio Grêmio e conhecer o clube. Não gostam de falar que ele não fez uma mudança tão radical assim na escalação da equipe, mexendo mais no ataque e colocando o jovem Pedro Rocha (que foi lançado por Felipão) para ser titular.

Não estou falando com isso que Roger não tenha méritos e não possa, com o tempo, vir a ser um bom treinador. Mas me espanta a velocidade em querer atribuir somente à ele o sucesso (ainda efêmero) que o time gaúcho está tendo nesse primeiro terço do Brasileirão. Acho que no caso específico do Grêmio, de fato, a equipe precisava de uma mexida, um treinador menos afeito ao estilo motivador (e desgastado) como era o Felipão. Mas acho exagero já taxar o Roger como uma revelação incontestável. O contexto em que ele trabalha deve sempre ser lembrado. bola da vez bola parada

Tanto isso é verdade que é necessário analisar a situação em que Juan Carlos Osório pegou o São Paulo. Um clube que tem várias crises de arrogância, que não permite analisar que ele não é tão diferente como apregoou em alguns momentos. Um elenco cheio de jogadores que andam em campo e parecem não estar nem aí com coisa alguma (do meio pra frente então temos vários exemplos disso…). Problemas financeiros gerados no último mandato desastroso de Juvenal Juvêncio (apoiado à época pelo atual presidente Carlos Miguel Aidar). Ou seja não é o melhor momento para se exigir que alguém tenha apenas ótimos resultados neste momento…

Na semana passada surgiu o boato que Osório poderia pedir demissão, por ver que a situação do clube não estaria do seu agrado e por ter sido supostamente ludibriado antes de assinar contrato. Caso o colombiano fizesse isso POR ESTES MOTIVOS, teria meu apoio. Acho que as pessoas têm de trabalhar em um local em que se sintam bem. Porém o próprio treinador desmentiu essa suposta notícia.

Mas muito pelo fato do Tricolor estar a quatro jogos sem vitória, parte da mídia, aquela mesma que diz que o treinador tem de ter tempo para trabalhar, aumenta o fogo de uma suposta fritura do treinador. Teve canal de TV que faz programa circense como se fosse esportivo que até fez enquete para saber se Osório deveria cair ou não! Isso depois de 6 jogos!!! Ou seja, misturaram a crise interna do clube com o desempenho dentro de campo, de forma apenas a criar uma suposta “polêmica”.

Chega a ser um crime fazer um cidadão sair de outro país, onde estava empregado e era querido pela maioria, vir para cá e fazer palhaçadas como essa com ele. Na transmissão do jogo contra o Fluminense domingo na Globo, Luiz Roberto tirou sarro mais de uma vez do costume do colombiano em usar os papéis e as canetas para fazer anotações durante as partidas. De fato não é algo novo no futebol, mas mostra como a imprensa, aquela que cobra seriedade na condução do futebol, gosta mais ainda de polêmica e perguntar a cada rodada “será que fulano cai?”

Não penso que o treinador não possa ser cobrado. Eles ganham bem para isso e obviamente tem de mostrar serviço. Mas esse clima de eterna corda bamba já extrapolou todos os limites aceitáveis. Infelizmente, como já dissemos aqui, muitos técnicos aceitam isso. Mas não deixa de ser lamentável, ainda mais vindo da mídia.

*****

Amanhã completa 1 ano da pior derrota da Seleção Brasileira e do maior vexame de uma grande Seleção em todos os tempos. Não é o caso de comemorar e tirar sarro, como muitos brasileiros fazem. Apenas ressaltar, como fizemos aqui na época da Copa do Mundo, que foi algo merecido e que o Brasil já poderia ter sofrido a algum tempo. Infelizmente, porém, parece que a ficha não caiu para a maioria. Essa comissão de ex-treinadores da Seleção convocada pela CBF me parece muito mais algo para desviar o foco de outras questões do que algo realmente sério para discutir o futebol brasileiro. A discussão deve vir da base dos clubes para cima. Pensar apenas no imediatismo não irá trazer grandes soluções, além do fato de que alguns ex-treinadores chamados não me parecem ter muito a acrescentar. humilhação nacional

A lembrança do 7×1 deve acontecer, mas mais do que rir ou tentar jogar debaixo do tapete, deveríamos pensar em como melhorar de fato. Dentro e fora de campo.

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PostHeaderIcon Título do Bom Futebol

Depois de muito tempo finalmente o Chile conseguiu um título profissional no futebol ao vencer a Copa América nos pênaltis contra a Argentina. Claro que o fato de ter jogado em casa ajudou o time chileno que atuou em todos os jogos no Estádio Nacional de Santiago. A arbitragem teve uma ou outra decisão questionável a favor dos donos da casa. Mas temos de reconhecer que isso é, lamentavelmente, algo até certo ponto corriqueiro em qualquer torneio futebolístico. O que temos de reconhecer também é o bom futebol mostrado pelo time campeão.

Desde 2007, antes sob o comando de Marcelo Bielsa e agora com o comando de Jorge Sampaoli, o Chile definiu uma forma de jogar que privilegia o ataque, sob uma tradição ofensiva das equipes montadas pelo argentino. Ainda que a zaga chilena sofra com o fato de não ter jogadores extremamente técnicos e nem muito altos, o time se vale de uma tática ousada que conta com a pressão montada desde o seu campo, começando com o raçudo Medel, passando pelas saídas pelo lado do campo com os alas. Mas é na meia-cancha que o time mostra ainda mais qualidade. chile argentina copa américa 2015 bola parada

Antes com Pizarro e agora Vidal e Aranguíz o time chileno privilegia o toque de bola e a qualidade no controle de jogo. Essa combinação de intensidade e qualidade, aliada ao fato da competição ter sido jogada em casa fez até mesmo com que Valdívia mostrasse força de vontade e assim sendo fez uma boa Copa América, mostrando um futebol a muito sumido de suas (raras) presenças no Palmeiras. No ataque, apesar de não ter um centroavante de primeiríssima linha, Vargas e principalmente Alexis Sanchéz incomodam e são perigosíssimos.

Mesmo com essa boa formação e mesmo tendo mais o controle de bola, o time entrou com certo nervosismo no primeiro tempo na final contra os argentinos. No segundo tempo os chilenos foram superiores e tentou aproveitar um buraco constante no lado esquerdo da defesa alvi-celeste. Porém faltou um maior poder de conclusão no comando de ataque. De toda maneira, pelo todo da competição penso que o time da casa mostrou o melhor futebol no geral.

Sobre a Argentina penso, em que pese o alto tempo sem conquistas nas categorias principais, que o time desde o comando de Alejandro Sabella possui uma base, mais sólida na defesa e que conta com muitos talentos do meio para a frente. Ainda que Messi não brilhe tão intensamente na Seleção como faz no Barcelona (coisa que é mais ou menos comum com todos os jogadores no mundo hoje em dia; os craques jogam mais nos seus clubes que em suas seleções), o time argentino pode ainda incomodar no caminho até 2018. Grandes vitórias são construídas a partir de insucessos, como aconteceu com a Alemanha até chegar à 2014. Acho que, antes de tirar sarro dos nossos vizinhos, temos de esperar o ciclo até à Copa da Rússia para vermos o que pode acontecer com a geração de Lionel Messi. Penso porém que, pelo menos no jogo de ontem, Tevez poderia ter entrado para talvez incomodar mais a defesa chilena.

E sobre as Eliminatórias que se avizinham, o Brasil terá de se cuidar para não ficar de fora de uma Copa pela primeira vez. Temos times fortes (Chile, Argentina, Uruguai, Colômbia) e os outros são perigosos dentro de suas limitações. Não é terrorismo, mas sim uma análise do momento. E como o Marco colocou muito bem no texto anterior o nosso momento não é dos melhores. Enquanto isso, parabéns ao Chile pela conquista merecida.

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PostHeaderIcon O Duplo Problema do Futebol Brasileiro

Nos últimos dias a seleção brasileira foi alvo de inúmeras críticas, após um novo fracasso nos gramados. O resultado era bem previsível e as críticas são plenamente justificadas. Só achei curioso que a percepção dos problemas só ocorra após eliminações ou goleadas. Como de hábito, muitos gostam de se iludir com vitórias pontuais, efêmeras e, quase sempre, irrelevantes. O pior é que a maioria absoluta da imprensa esportiva vende essa ilusão fácil. Nesse aspecto eu tenho orgulho de ter um pensamento coerente, assim como meus colegas de blog. Não vamos passar atestado de otários, mesmo que nossa opinião pareça antipática para alguns leitores.

Os motivos dos fracassos da seleção e do péssimo momento do futebol brasileiro são inúmeros. Mas posso dividir eles em duas categorias:
1- A má formação de jogadores, voltada para jogadores for export; e o pragmatismo esportivo, onde o resultado justifica todos os erros.
2- A péssima gestão dos clubes. Quem sustenta o futebol são os clubes, não a seleção. Se os clubes estão quebrados, não podemos esperar ver grandes jogadores e um bom futebol.

Os problemas da 1ª categoria vem sendo bastante discutidos pela mídia esportiva. Até mesmo a direção da CBF, por meio do Gilmar Rinaldi, apresentou um esboço de plano para enfrentar a situação. Mas sabemos que existe uma distância enorme entre o que se coloca no papel e o que é efetivamente realizado. Eu duvido muito da efetividade dessas novidades propostas pelo Gilmar. Ainda mais vindo de cima pra baixo. Sem envolvimento dos clubes, isso não passará de um amontoado de boas intenções.

O que poucos comentam é a situação dos clubes brasileiros, que beira o caos. Essa 2ª categoria de problemas está fortemente ligada com a 1ª. Não podemos esperar uma profunda mudança na formação de atletas e no dia a dia da bola quando nossos clubes vivem com o pires na mão, atolados em dívidas e sendo usados para enriquecer uns poucos empresários e investidores.
administração futebol
* * * * *

Vou usar alguns exemplos recentes para ilustrar a atual situação de nossos clubes. Enquanto a torcida se ocupava da Copa América, tivemos alguns negócios ocorrendo, principalmente na Europa. Começo pelo “não negócio”, mas que revela nossa distância para o futebol do lado de lá. A Lazio estipulou a multa do contrato do Felipe Anderson em 300 milhões de Reais. Sei que isso é o valor da multa, pode não se concretizar. Mas chama a atenção, muito! Também tivemos as negociações envolvendo o Roberto Firmino, por 140 milhões, e o Douglas Costa, por 120 milhões. É muito dinheiro, mesmo sendo de origem suspeita. E não estamos falando de nenhum super craque, ao contrário.

O mais triste é pensar por quanto os clubes brasileiros venderam estes jogadores. Sabem quanto o Santos recebeu pelo Felipe Anderson? Bem, o Neymar, chamado de joia, rendeu menos aos Santos que o valor do Douglas Costa. Já o Hoffenhein multiplicou o que pagou pelo Firmino por 15!! Se eles valem ou não o que se pagou, não me importa nada. O fato é que pagaram. Alguém ganhou muito, e não foram os times daqui.

Aí a gente olha pra 2 de nossos principais clubes e compara. Recentemente o Corinthians perdeu alguns de seus principais jogadores, seja pelo término do contrato, seja vendendo. Não recebeu nada, e ainda deve salários para alguns destes jogadores. Logo depois foi o São Paulo, que vendeu alguns volantes e zagueiros e obteve menos de 20 milhões no total. Não desconheço a crise financeira dos 2 clubes e a necessidade de aliviar a folha salarial. Mas isso só reforça que se errou muito, seja na hora de contratar, seja no momento de vender.

No meu tempo de garoto cansei de escutar que o nosso futebol era ótimo dentro de campo e péssimo fora das 4 linhas. Hoje é péssimo dentro e fora dos gramados. Precisamos remar muito.

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PostHeaderIcon Copa América no Chile (em 1991…)

A Copa América no Chile disputada nesse ano está terminando. Mas antes da competição disputada agora, a última vez que o torneio foi jogado em terra chilenas aconteceu em 1991. O Brasil vivia uma situação parecida com a de agora. Vinha de um vexame na Copa do Mundo de 1990 e precisava se reconstruir. Paulo Roberto Falcão era o técnico, mas não durou muito no cargo. O Chile, depois de ser suspenso da Copa por causa da confusão com o goleiro Rojas no Maracanã nas Eliminatórias para a Copa do Mundo da Itália, voltava a participar de competições internacionais.

O regulamento do torneio era aquele que chegamos a citar aqui no blog. Dois grupos de 5, classificando os 2 primeiros para um quadrangular final, todos contra todos. Acho que seria um modelo que poderia voltar…Veja abaixo todos os gols da competição, que terminou com a Argentina de Batistuta celebrando o título.

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PostHeaderIcon Uma Derrota Necessária

Durante o curso da participação brasileira nessa Copa América, o “técnico” Dunga reclamou que, quando ele treinou o time que venceu a competição em 2007, muitos disseram que o torneio não valia nada. Agora, dentro dessa lógica torta, o “homem mais perseguido do mundo” como ele parece que se considera, perdeu a Copa do Mundo e deve ser muito atacado, após a eliminação brasileira nos pênaltis contra o Paraguai.

Primeiro eu explico que coloco técnico entre aspas pois Dunga, para mim, ainda não é bem um treinador. É muito mais um símbolo, alguém que usa sua imagem de capitão da Seleção em 1994 (sendo que ele era quarta opção para o posto, depois de Ricardo Gomes, Ricardo Rocha e Raí) como um símbolo de que, com ele, o time honrará a pátria e fará de tudo pela vitória. Porém não adianta esse discurso surrado de “defender a camisa amarela” se a equipe dentro de campo mostra um repertório paupérrimo de jogadas. Um time que conseguiu se acovardar contra a antes esquálida e freguesa Venezuela. Uma equipe que não conseguiu controlar o jogo contra o esforçado, mas limitado Paraguai e sofreu na segunda etapa até tomar o empate. Que depende muito de Neymar e não consegue escalar um jogador para armar e pensar o jogo. brasil paraguai bola parada

A lógica torta a que me referi no primeiro parágrafo é que Dunga mais uma vez erra ao dizer que muitos disseram em 2007 que a Copa América não valia. Tudo na verdade vale, tem seu papel numa construção de um time. Alguns podem ter criticado o ex-volante. Porém o que existiu na verdade foi muito mais um exagero com muitos dizendo que, como ele venceu a competição, tudo estava bem. Assim como vimos após a Copa das Confederações de 2013 em relação ao Felipão e até mesmo com as “fantásticas” 10 vitórias de amistosos que o tão criticado Dunga teve ao retornar à Seleção ano passado.

E foi assim com algumas vitórias que aconteceram pós-1994, com muitos se enganando de que tudo ia de forma correta. Nesse tempo o Brasil foi se iludindo com os resultados, com o “ganhar a qualquer preço”. E com isso nos esquecemos de formar jogadores que pensem, que analisem e constroem o jogo. Hoje chegamos ao ponto de não controlar um jogo contra rivais que antes não nos incomodavam tanto.

Dunga não é a causa do problema, é muito mais uma consequência de anos de soberba baseados em alguns bons resultados que mascararam uma queda nos conceitos de posse de bola, controle, armação, de pensar o jogo. Anos que fizeram o Brasil acreditar que apenas o talento individual resolveria todos os problemas. Hoje, com todos mais nivelados, não adianta apenas achar que alguém vai resolver as partidas sozinho. A geração atual do Brasil não é totalmente horrível, mas o time, que não tem tantos protagonistas no futebol mundial, precisa ter o mínimo de trabalho de conjunto.

*****

Reforço que não considero Dunga o maior responsável pela situação atual, mas especificamente sobre esse jogo, foi incompreensível a substituição de Robinho, pouco antes da cobrança de pênaltis. Já até discutimos aqui no blog sobre a função do jogador que foi tão exaltado no seu começo de carreira e hoje é muito criticado por não ter sido tão bom como alguns empolgados diziam que seria. Mas dentro de uma Seleção tão limitada, foi muito estranho o fato dele não ter ficado em campo para bater o pênalti. dunga coletiva bola parada

Estranho também é o fato de Everton Ribeiro que, longe de ser um jogador muito acima da média, mas pelo menos é armador de ofício, ter tido poucas chances no time. Assim como é estranho Fred, Douglas Costa, Roberto Firmino jogarem na Seleção…Mas aí é difícil entender não só o lado daqui, mas o dos europeus que lav…ou melhor, pagam milhões neles…Podem até ser bons jogadores, mas sou ainda de um tempo em que, para ir à Seleção era necessário ser melhor e ter feito algo a mais no futebol.

Sobre a entrevista lamentável que Dunga deu na sexta feira: Ele pode não ser racista, ou ter respondido, como disseram alguns defensores, dentro de um conceito em que se dizia perseguido como os negros foram no Brasil. Mas dizer que os afrodescendentes GOSTAM de apanhar era suficiente, além do péssimo trabalho em campo, para ele ser demitido.

Reitero, porém, que o problema é muito mais amplo no futebol nacional. É necessária uma mudança total no comando do futebol brasileiro, sendo que muitos que estão lá deveriam estar presos. Passando nos conceitos do que é apresentado em campo. Além de uma lição de humildade e de menos ilusão, até mesmo para uma boa parte da imprensa, que continua vivendo de oba-oba e desconhecimento. Talvez uma não ida a alguma Copa também ajude…

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PostHeaderIcon O “Mito” e a Mídia

Sei que é um assunto meio repetitivo, mas retorno ao tema da troca de treinadores. Um caso específico me chama muito a atenção que é o do Palmeiras.

Posso estar errado, mas eu acho que o time palmeirense pode até brigar por Libertadores. Porém pensar em título neste ano é algo muito complicado, quase impossível. Mesmo com a chegada do “mito das contratações” Alexandre Mattos. Chamo ele de mito com toda a ironia possível, pois criaram um “monstro” e uma quase verdade absoluta de que o time, com a simples presença de um bom negociador e com um monte de reforços, iria se entrosar como mágica e ganhar tudo…E a cada dia fica mais claro que isso não será tão fácil, mesmo com contratações quase que “de hora em hora” chegando no Palestra. alexandre mattos palmeiras bola parada

Mattos se cacifou com a torcida e a mídia, virou quase uma estrela, mas claramente está se esquecendo de comprar o tal de entrosamento, como disse o Marco na coluna anterior…Porém, mesmo sem conseguir trazer esse precioso reforço, um técnico (Osvaldo de Oliveira) já caiu. Ele pode não ser o treinador dos sonhos da maioria, mas a pressão por sua queda, muito fomentada pela mídia, foi algo próximo da insanidade. Vemos algumas vozes isoladas na imprensa criticarem isso, mas a pressa por criar ídolos, cobrar resultados e tentar sempre ficar naquele eterno “Agora vai!” depois de uma ou duas vitórias atrapalhou demais o ano do Palmeiras…Parece que poucos viram que dos 25 (!!!) reforços trazidos até agora, muitos eram de qualidade duvidosa como Leandro Pereira e João Paulo e outros nem teriam espaço suficiente para jogar como aconteceu com Alan Patrick (esse até já saiu). Nenhum conjunto resiste à tantas trocas, chegadas de atletas e uma pressão por resultados que chega a ser burra. Temos de lembrar que , desde 1976, já passaram “329” técnicos pelo clube e só o Luxemburgo e o Felipão (no auge) ganharam alguma coisa…O Marcelo Oliveira vai ter MUITO trabalho.

Porém os treinadores parece que concordam ou aceitam esse jogo do mercado sem reclamar demais. O próprio Marcelo chegou no clube e falou, de forma perigosa a meu ver, que o objetivo do time é o título já esse ano! Como disse acima pode até acontecer; o Palmeiras (ou o seu presidente) estão com dinheiro, a estrutura existe (mesmo com algumas falhas), mas não é lógico, dentro de campo, pensar nisso. Além do mais, a pressão pelo resultado principal será ainda maior e o próprio treinador pode ser vítima disso, caso o triunfo não venha. Para a mídia, porém, será hora de fazer outra contagem regressiva pela queda de mais um treinador…

Não existe uma discussão séria sobre um projeto real de trabalho. Vemos a festa de vários “reforços” chegando (mesmo que muitos deles não mereçam esse rótulo). E o tal entrosamento, que nem sempre chega, é esquecido na maioria das análises. Não penso que o futebol seja uma ciência 100% exata; um time pode “dar liga” e ir chegando até vencer, mesmo que isso seja complicado em um futebol cada vez mais nivelado e num campeonato de pontos corridos. Mas não é o natural. Basta lembrar também que o primeiro ano do “mito” Mattos no Cruzeiro (2012) não foi bom…

*****

O que também não foi bom foi o início de campeonato do Vasco. E com isso Doriva saiu do clube de São Januário. Vi algumas entrevistas do treinador que lembrava do fomento por parte da mídia em relação às demissões. Mas é aquilo que citei acima. A maioria dos técnicos participa dessa “roda viva” de trocas quase que intermináveis. doriva vasco bola parada

Mas o que chama a atenção no Vasco é o fato de, agora que um técnico vai e outro (Celso Roth) chega, os reforços começam a chegar. Andrezinho e Herrera (os dois ex-Botafogo) devem ir para o cruz-maltino. Se existia a possibilidade de se trazer reforços, porque não deram chance do treinador anterior trabalhar com eles? Porque a troca é feita, muitas vezes apenas para dar satisfação à torcida e a mídia? Complicado imaginar um time tendo sucesso dessa forma.

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